Estes agrupamentos vão substituir os anteriores comandos distritais previstos até agora no Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), refletindo - de acordo com o comunicado emitido no final da reunião - «um modelo mais ajustado à realidade territorial e facilitador de uma operacionalidade mais eficiente».
«Norte, Centro Norte, Centro Sul, Sul e Algarve» serão as designações dos novos agrupamentos distritais; cada um deles irá abarcar mais do que um distrito e será dirigido por um comandante operacional do agrupamento, que fará a ligação com o comandante operacional nacional.
O comunicado refere também que a nova Lei Orgânica da ANPC prevê uma «estrutura orgânica mais flexível e com processos de decisão mais expeditos, libertando recursos que permitem uma resposta mais eficiente aos desafios diários e à prevenção de acidentes graves e catástrofes».
Estas mudanças possibilitarão também o reforço do Comando Nacional de Operações de Socorro e assim «aproveitar efeitos de escala e sinergia na capacidade de coordenação e controlo».
Será ainda criada a Direção Nacional de Meios Aéreos, que irá integrar as competências da EMA, Empresa de Meios Aéreos, atualmente em processo de extinção.
Durante a conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, destacou o facto da nova Lei Orgânica da ANPC prever a redução «de 85 para 73» cargos dirigentes, o que corresponde a uma diminuição dos custos na ordem dos 13%.
No âmbito da Proteção Civil, o Conselho de Ministros procedeu ainda à «adaptação do novo modelo de organização operacional do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro, tendo por base, ao nível operativo, o princípio do comando e estratégia únicos, independentemente da respetiva dependência hierárquica e funcional».
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