quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PRECISA-SE Ambulância de Socorro

O termo "ambulância" vem da palavra latina "ambulare" que significa "movimentar". Até à Segunda Guerra Mundial, a palavra era também usada para designar os postos de socorro militares de campanha. Actualmente, o termo está geralmente associado aos veículos automóveis onde é administrada assistência médica de emergência a pacientes com doença ou ferimentos graves. Estes veículos estão normalmente equipados com luzes rotativas e sirenes de aviso, destinados a facilitar a sua deslocação rápida e segura através do trânsito, e frisemos “segura”, em todo o sentido da palavra.

Para esclarecer melhor, a ABSC é uma Ambulância de Socorro que tem como finalidade garantir a aplicação de medidas de suporte básico de vida e a estabilização e transporte de doentes que necessitem de assistência durante o transporte. No entanto, se esta não se encontrar nas melhores condições, como viatura automóvel em si, como poderá ela oferecer garantias relativas à sua verdadeira funcionalidade?

Pois, infelizmente, podemos aplicar esta questão à viatura ABSC-02 do Corpo de Bombeiros da Torre D. Chama, com 13 anos de existência, 260.000 km e com a particularidade de ser também ela a única ABSC em circulação do Corpo de Bombeiros da Torre D. Chama, e não bastando estas características, acresce ainda a zona de estrada acidentada que esta viatura já percorreu, e que apesar da sua falta de condições de circulação automóvel actual, continua a percorrer.
Incrível, mas é a mais pura verdade.

Os Bombeiros desta corporação estão completamente indignados, uma vez que mesmo possuindo a formação e material necessário para a aplicação de medidas de suporte básico de vida e estabilização, não poderão garantir uma assistência digna e segura numa viatura que não possui qualquer tipo de estabilidade ao nível da própria condução.

Não querendo fazer desta situação uma comédia, a esta viatura não se aplica a velha máxima do Vinho do Porto em que “Quanto mais velho, melhor”, muito pelo contrário. Depois desta exposição, escusado será dizer, que há a urgente necessidade de uma nova viatura ABSC para um transporte digno e seguro dos utentes. Cabe agora aos responsáveis dignarem-se à aquisição de uma nova viatura, para que não venha a acontecer uma situação de emergência a esta viatura durante a sua saída de urgência.

Fotos da ambulância de socorro da Torre D. Chama

Fonte:Blog Bombeiros Torre D. Chama
Fotos: Blog Bombeiros Torre D. Chama

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CMA de Covilhã

Área ardida aumentou 58 por cento este ano

Os incêndios florestais consumiram até 15 de Setembro quase 118 mil hectares, mais 58 por cento do que no mesmo período do ano passado, revela o relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN).

Segundo os dados, divulgados hoje, entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro, arderam 117.949 hectares de floresta, contra 74.792 no ano passado.

A AFN adianta que este ano foram afectados 39 mil hectares de povoamentos florestais e 78.949 de matos.

Os 117.949 hectares registados até Agosto estão longe dos 418.330 e 312.062 verificados em 2003 e 2005, respectivamente, em igual período de Janeiro a Setembro.

Segundo o relatório, a área ardida este ano é a maior dos últimos quatro anos, em período homólogo.

Já as ocorrências registaram uma ligeira descida, tendo-se verificado, até 15 de Setembro, 19.567 ocorrências, menos 93 do que em igual período do ano passado.

Das 9567 ocorrências, 3416 dizem respeito a incêndios florestais e 16.151 a fogachos.

Guarda tem a maior área ardida

O distrito da Guarda contabiliza a maior área ardida (23.345 hectares), seguindo-se os distritos de Viana do Castelo (19.877), Vila Real (18.751) e Viseu (15.321). Estes cinco distritos fazem mais de “três quartos da área ardida” contabilizada até à data, adianta o documento.

Já os distritos do Porto, Aveiro e Braga concentram 53 por cento do total das ocorrências entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro.

Porto é o distrito com mais ocorrências (5453), depois de Aveiro (2710) e Braga (2169).

Os dados provisórios da AFN indicam, igualmente, que se registou uma “redução significativa do número de ignições na primeira quinzena de Setembro” ao ser contabilizadas 1639.

Segundo o relatório, Agosto foi o mês que registou o maior número de ocorrências (9222), seguido de Julho (5262).

Também foi em Agosto e Julho que os incêndios florestais consumiram mais hectares de florestas, 90.818 e 21.870, respectivamente.

A AFN diz ainda que até 15 de Setembro foram contabilizados 151 grandes incêndios (com uma área igual ou superior a cem hectares), 24 dos quais com uma área superior ao milhar de hectares e na sua totalidade registados no mês de Agosto.
Fonte:Publico
Foto: PFerro

Governo quer presos e Exército a limpar matas

O Governo vai pôr o Exército e os reclusos a limparem as matas já para o próximo ano.

Em declarações ao DN, Rui Barreiro, secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e responsável pela Autoridade Florestal Nacional (AFN), admitiu que já está previsto um acordo com o Exército e serviços prisionais para que ajudem nas operações de prevenção dos fogos, com limpezas das florestas e vigilância.

Apesar disso, só depois de 15 de Outubro - fim da actual época de incêndios - serão oficializados e assinados os protocolos.

"Consideramos que a floresta é uma riqueza nacional, por isso o Exército e a GNR têm de ser mobilizados. É importante que o Exército seja chamado para acções durante o ano inteiro para a defesa da floresta, prevenção e vigilância nas piores épocas", disse ao DN o secretário de Estado que pretende, até 2012, que ardam menos de 100 mil hectares por ano.

Já este ano, 200 militares estiveram no terreno a prevenir os fogos. O porta-voz do Exército, tenente- -coronel Hélder Perdigão, explicou que já existe um protocolo com a AFN: o plano Vulcano tem 12 equipas - num total de cerca de 200 militares - com formação específica para prevenção e combate aos incêndios.

"O protocolo, assinado apenas com o Exército, foi aplicado na vi- gilância das principais matas na- cionais e inclui desmatações e uso de engenharia militar para pre- venção de incêndios."

O porta-voz deu como exemplo a serra de Sintra, onde os militares estão a abrir 12 quilómetros de estradas que permitam a deslocação mais rápi- da dos meios de combate. "A operação de abertura de estrada vai a meio, nesta altura", acrescentou.

"Temos um bom exemplo no País, no Algarve, onde o Exército foi chamado no âmbito da Protecção Civil. A articulação entre a AFN, o Exército português e a Protecção Civil foi feita de tal maneira que, nessa região, não tivemos praticamente incêndios nenhuns.

A presença dos militares foi dissuasória do número de ocorrências", explicou o secretário de Estado das Florestas.

Quem vai passar a apoiar a prevenção a incêndios vão ser os reclusos em regime aberto.

Apesar de o acordo também ter sido adiado para o fim da época de fogos, já se sabe que os reclusos terão acções de formação para fazer a limpeza das matas. Mas nem todos vão ter liberdade para participar neste tipo de trabalho:

"Os presos terão formação e só podem participar os que tenham acesso ao regime aberto", explica Rui Barreiro. "Apesar de não ser obrigatório, é uma oportunidade que lhes permite sair da prisão e estar em contacto com a natureza. A formação pode ainda permitir-lhes arranjar um emprego, como sapadores florestais", indicou.

Segundo a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, existem de momento 131 reclusos neste regime.

Este Inverno será também implantado o Plano Nacional do Uso do Fogo. "Vamos aproveitar o Inverno e a Primavera para queimarmos a matéria combustível. Assim o prejuízo provocado pelos incêndios é menor, pois só arde mato", explicou.

Este plano já foi testado no ano passado num total de 1500 hectares, mas para a próxima época o objectivo é "multiplicar por dez" este número. "Queremos tornar a floresta mais resistente aos incêndios florestais", assumiu o secretário de Estado.
Fonte: DN
Foto: PFerro

VETA de Espanha

domingo, 19 de setembro de 2010

Bombeiro preso pelo fogo num edificio

Bombeiros de Murcia (ESP) em treino para concurso nacional de desencarceramento

Acidente com VTGC de Elvas






Até ao momento arderam cerca de 118 mil hectares

Os incêndios destruíram, até 15 de Setembro, 117 949 hectares de floresta e mato, segundo o relatório divulgado ontem pela Autoridade Florestal Nacional.

No mesmo período, registaram-se 19 567 fogos.

Este é um dos piores anos do século, pois nos últimos onze anos houve apenas cinco em que se registaram resultados anuais mais negativos.

O distrito da Guarda tem a maior área ardida (23 345 hectares) e o do Porto é líder em ocorrências (5453).
CM
Foto:PFerro

sábado, 18 de setembro de 2010

Jovem morre atropelado em Vila Flor


Um jovem morreu no dia 16 de Setembro em Vila Flor atropelado por uma carrinha onde seguia.
Aconteceu ao final da tarde na aldeia da Candoso.
Um grupo de trabalhadores que andava na colheita da maçã deslocava-se para uma propriedade. O jovem, de 16 anos, estava a ser transportado na carroçaria da carrinha juntamente com outros trabalhadores.
Em circunstâncias que ainda não se conhecem, o rapaz caiu da carrinha e foi colhido pelas rodas de trás.
“Quando os bombeiros chegaram ao local foram informados que ele estava a ser transportado na carroçaria da carrinha e por qualquer motivo o miúdo caiu e foi colhido pelo rodado traseiro da viatura” explica comandante dos bombeiros de Vila Flor.
António Martins acrescenta que o jovem apresentava ferimentos graves.
Ainda foi accionado o helicóptero do INEM, mas já nada havia a fazer.
“O miúdo estava muito mal. Pediu-se o helicóptero que foi accionado, chegou a Candoso mas não fez qualquer trabalho porque o miúdo acabou por falecer” afirma.
O jovem era natural daquela aldeia.
O corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Mirandela.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Acidente com 5 vitimas em Mirandela

Porque "Elas" também merecem ser reconhecidas

A mulher do Bombeiro


O bombeiro chega em casa e diz a mulher:

- No quartel temos um sistema excelente. Ao tocar da primeira sirene juntamo-nos em equipes, com a segunda sirene descemos pela coluna e com a terceira subimos ao Caminhão-Tanque e sai­mos. A partir de hoje, quando eu disser 'primeira sirene' tiras as roupas, 'segunda sirene' vais para a cama e 'terceira sirene' fazemos amor.

No dia seguinte o bombeiro chega em casa e grita 'primeira sirene', a mulher tira a roupa, em seguida grita 'segunda sirene' a mulher deita-se na cama e por fim grita 'terceira sirene' e começam a fazer amor . Depois de uns minutos a mulher grita 'quarta sirene' e o bombeiro exclama:

- Que raio é essa 'quarta sirene'?

E a mulher diz:

- Desenrola mais mangueira porque está longe do fogo!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ambulância Nova, á uns anos atrás

Incêndios: Oito distritos em risco

Vários concelhos dos distritos de Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Leiria e Faro encontram-se esta quinta-feira em risco máximo de incêndio, de acordo com as previsões don Instituto Português de Meteorologia.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tanoeiros morrem intoxicados em Santa Marta de Penaguião

As vítimas tinham 44 e 53 anos e eram as únicas pessoas a trabalhar na sala. Ao que tudo indica, terão morrido intoxicadas com os gases da cuba.

Dois homens morreram ontem intoxicados, dentro de uma cuba, na Quinta da Portela, em São Miguel de Logridos, no concelho de Santa Marta. Os dois homens, de 44 e 53 anos de idade eram experientes neste género de trabalhos.

O comandante dos bombeiros de Santa Marta de Penaguião, Alfredo Borges, explica o procedimento da equipa que se dirigiu para o local: “Por volta das 10h11m caiu uma chamada via 112 a informar que havia duas pessoas na Quinta da Portela que andavam a trabalhar dentro de uma cuba e estavam desmaiadas, possivelmente intoxicadas. Dirigimos para o local duas viaturas com quatro tripulantes e, quando chegaram ao local, as duas vítimas já estavam fora. Iniciou-se as manobras de reanimação, entretanto chegou o carro médico e o médico que vinha lá deu como concluído o óbito”.

O comandante garante ainda que o tempo de resposta dos bombeiros foi de três minutos, mas a acção dos soldados da paz já não foi suficiente para reanimar os dois homens.
Fonte:RBA
FOTO:RBA

Incêndio em Urbano em Bragança

Um incêndio deflagrou ontem durante a tarde na rua do Picadeiro, em Bragança.

Os Bombeiros de Bragança foram alertados para um possivel incêndio urbano. Mobilizados meios de combate a incêndios urbanos, no local os bombeiros depararam-se com o fogo a progredir dentro de um quintal,num monte de madeiras velhas que estavam a ser retiradas de uma casa em reconstrução.

A utilização de uma rebarbadeira terá sido a presumivel fonte de ignição, que devido ás ervas secas que havia no quintal terão feito chegar o fogo ao aglomerado de lenha.

Fotos: R.João

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Camião com Canhão de Ataque

CHNE quer acabar com lista de espera em ortopedia


O Centro Hospitalar do Nordeste vai investir 500 mil euros para acabar com a lista de espera em ortopedia.

O presidente do Conselho de Administração revela que já há acordo com os cirurgiões para aumentar a produção de consultas e operações em cerca de cinco por cento.


“Vamos gastar 500 mil euros só na ortopedia para tentarmos atenuar a lista de espera existente” adianta Henrique Capelas explicando que “vamos fazer produção adicional, ou seja, os médicos do serviço comprometeram-se em aumentá-la em 5% e mediante esse acordo vão ser autorizados a ter um plano para diminuir a lista de espera nas consultas e nas intervenções cirúrgicas”.


Esta medida surge apesar de o plano de contenção de despesas, já aprovado, que prevê um corte de 500 mil euros.

“Vamos retirar dinheiro de onde ele não é necessário, ao abrigo do plano de contenção, e vamos gastá-lo naquilo que é importante” salienta o responsável.


O presidente do CHNE revela, contudo, que este investimento já estava previsto antes do ministério da saúde ordenar a criação de um plano de contenção de despesas.

Por isso, o investimento não será afectado pelos cortes previstos.

“Isto já estava previsto. Depois é que veio o plano de contenção e vamos aplicá-lo continuando a fazer aquilo que nos tínhamos proposto fazer” esclarece. “A nossa preocupação é aumentar a qualidade dos serviços nomeadamente na lista de espera de ortopedia”.


O tempo de espera para uma cirurgia de ortopedia no CHNE ronda os seis meses.

Este investimento deve ser aplicado ainda este ano.
Escrito por Brigantia

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Boticas: incêndio “queima” 5 milhões

Em Boticas já estão contabilizados os prejuízos causados pelo incêndio que lavrou no concelho, no final do mês passado e que destruiu vários hectares de floresta de pinheiro bravo numa das manchas mais importantes da Europa.

Cinco milhões de euros é o valor calculado pelos serviços municipais. O presidente da Câmara, Fernando Campos, diz que o relatório vai ser enviado ao governo, acompanhado de uma proposta de reflorestação. “O levantamento do prejuízo dos privados já está feito e é de 1 milhão de euros. Na floresta pública, [o prejuízo] é de 4 milhões de euros. Queremos que seja feito, imediatamente, um projecto de reflorestação e de tratamento”. O autarca dá ainda a “sugestão para que [a reflorestação] seja feita em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes”.

No mesmo documento, a autarquia pede a marcação de um encontro para discutir os apoios que o executivo pode dispensar à região.
Fonte: RBA
Foto:PFerro

Colisão frontal mata motociclista

Um homem de nacionalidade espanhola morreu ontem ao final da tarde num acidente que ocorreu perto de Espinhoso, no concelho de Vinhais.

Tratou-se de uma colisão frontal entre uma motorizada e uma viatura ligeira de passageiros.

A vítima mortal era o condutor do veículo de 2 rodas e foi prontamente socorrido pelos bombeiros de Vinhais tendo sido também accionada a VMER de Bragança, mas à chegada ao local o homem já se encontrava cadáver.
Escrito por Brigantia
Foto:PFerro

domingo, 12 de setembro de 2010

Bombeiros da Torre D. Chama também ja estão na Blogosfera


Abriu recentemente ao público o site, no formato de Blog, dos Bombeiros Voluntários da Torre de D. Chama.

Apesar de ter iniciado actividade em Agosto, é durante este mês que o blog dos Bombeiros da Torre têm começado a desenvolver.

Os temas desenvolvidos são generalizados, mas sobre tudo com o intuito de dar a conhecer ao distrito e ao mundo o trabalho desenvolvido por estes nobres colegas da Torre de D. Chama.

Aqui pode desde já observar fotografias exclusivas, reportagens, informação de actividade operacional daquela corporação e acesso as actividades lúdicas desenvolvidas por este corpo de bombeiros, como por exemplo o já conhecido Raid TT - Terras de Ledra dos Bombeiros da Torre D. Chama.

Este é mais um blog que poderá adicionar nos seus favoritos, ou o link na lista de blogues do Cbbraganca.

Aconselha-mos o acompanhamento!

II Acampamento Distrital da Juvebombeiro do Porto

Participa - pede informações junto do teu Delegado de Núcleo ou Delegado Distrital

Acidente nas Cantarias faz 4 feridos

Ocorreu esta madrugada um aparatoso acidente, ao fundo da avenida das Cantarias, pelas 02h30m.

O acidente deu-se quando uma viatura ligeira, com 4 jovens a bordo com idades compreendidas entre os 17 e 18 anos, despista-se em direcção a uma separação de vias, tendo embatido primeiro num poste de iluminação, depois em 2 caixotes do lixo, embate em mais uma viatura que se encontrava estacionada e por fim embate num muro tendo ficado imobilizada de lado.

Dois dos ocupantes sairam pelo seu proprio pé, tendo ficado encarcerados os 2 restantes, sendo estes o condutor e um ocupante do banco traseiro.

Os Bombeiros de Bragança deslocaram para o local 3 ABSC e um VETA, tendo posteriormente sido pedido o apoio de VMER e um VSAT.

As vitimas foram todas transportadas para a Unidade Hospitalar de Bragança, onde se encontram em observação.

Como circular em rotundas...

sábado, 11 de setembro de 2010

Acidente na Rotunda das Cantarias

Um carrinha de carga despistou-se esta tarde pelas 16h15 na rotunda das Cantarias em Bragança.
O veiculo capotou, tendo obstruido a via durante meia hora.
Apesar do aparato do acidente este não causou feridos nos ocupantes.
Os Bombeiros de Bragança perante o primeiro alerta deslocaram para o local uma ABSC e um VETA, e posteriormente um VCOT e um VECI.
Foto: D.M.

Alcafache:25 Anos Depois...

Eram 15h40 mn do dia 11 de Setembro de 1985, quando, com meia-hora de atraso o mítico Sud-Express nº 315 sai da estação de Campanhã no Porto. A bordo seguiam cerca de 300 passageiros. À frente vai a poderosa locomotiva mod. 1961 com 2250 cv (reduzidos para 1950 cv pela CP por uma questão de consumo). A viagem com destino a Paris (França) corre normalmente. Segundo testemunhos da altura, o internacional teria prioridade sobre o inter-regional nº 10 320, que entretanto tinha saído da Guarda às 16h55mn com destino a Coimbra com 40 passageiros, no momento em que se cruzassem. À frente desta composição vinha a locomotiva mod. 1439, um pouco mais pequena que a do Sud-Express.


Ao início do final daquela tarde escaldante de final de Verão, o internacional chega à estação de Nelas, onde embarca mais passageiros e por volta das 18h30 mn recebe ordem do chefe da estação para partir. Entretanto quase ao mesmo tempo a pouco mais de 6,5 Km de distância, o inter-regional recebe ordem do factor do apeadeiro de Alcafache, perto de Mangualde, distrito de Viseu, também para partir em direcção a Nelas. Os dois monstros metálicos estavam agora em rota de colisão.

O enorme Sud-Express, devia ter aproximadamente 200 metros com 10 ou 12 carruagens, enquanto que o inter-regional mais pequeno metade desse tamanho. O chefe de estação de Nelas havia dado partida quase fora da estação junto à 1961 devido ao tamanho do comboio e por isso demorou a chegar à sala de comandos da estação, possivelmente uns dois minutos, onde telefona para o apeadeiro de Alcafache para comunicar a saída do internacional para que o inter-regional aguarde pela sua chegada. Mas, qual é o seu espanto quando houve do outro lado, que o inter-regional havia acabado de sair em direcção a Nelas. O chefe sai como um louco da sala gritando "Já vem aí o outro comboio". Nisto, ao ouvirem, os funcionários da estação apercebem-se imediatamente do que está para acontecer. Segundo uma testemunha "Nós sabíamos que se um comboio tinha saído de um lado e o outro do outro, alguma coisa teria de acontecer. A gente nem tinha voz para falar..." António (nome fictício) era carregador e estava na gare de Nelas a distribuir volumes com um colega naquele dia 11 de Setembro de 1985, que marcou a negro a história do caminho-de-ferro em Portugal. António recorda o silêncio do fim de tarde e os homens parados na gare à espera do inevitável. O chefe de estação, quando soube que os comboios estavam em rota de colisão, ainda tentou avisar a única guarda de passagem de nível que existia entre as duas estações para mandar parar o Internacional. Nessa situação, a mulher que guarda as cancelas ergue a bandeira vermelha ao comboio e, se tiver tempo, coloca petardos na via férrea para avisar o maquinista de que deve parar. Era a última esperança para evitar a tragédia, mas quando Nelas lhe telefona, o comboio já ali tinha passado. Naquele tempo, recorde-se, não havia telemóveis Era tarde demais. O choque estava por um fio.

Às 18h35mn uma patrulha da GNR que estava a fazer nesse dia uma operação Stop perto da estrada que passa junto à linha férrea aperceberam-se que entre a mata que as separa a uns 500 metros do local algo de grande tinha sucedido. Devem primeiramente ter ouvido um som ensurdecedor semelhante a uma enorme explosão de dinamite que lhes chamou a atenção. Imediatamente correram em direcção ao local. Entretanto, nas estações de Nelas e Alcafache, todos assistem a uma enorme coluna de fumo que se ergue a centenas de metros, entre as duas localidades.

A guarda ao chegar ao local, depara-se com um cenário catastrófico e chama de imediato os bombeiros de Nelas e Mangualde, que acorrem de imediato e chegam passados 20 minutos ao local da tragédia. Entretanto, no relato do antigo responsável dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, “ouvi a mensagem de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Aguiar da Beira, que pedia, de forma desesperada, que fossem enviadas ambulâncias para a estrada entre Nelas e Mangualde. O pedido foi repetido mais que uma vez. Pensando que se tratava de um acidente com um autocarro, dei ordem imediata a cinco ambulâncias. Entretanto, e através de outro pedido de socorro, houve alguém que solicitou autotanques, referindo que havia carruagens a arder. Nesse momento, percebi o que tinha acontecido.” A 1961 era uma enorme locomotiva, com 5 metros de altura, mais de 20 metros de comprimento e mais de 120 toneladas de peso. Só para terem uma noção do peso que é, são mais de 3 camiões TIR de 40 toneladas totalmente carregados. Foi concebida, para além de poder rebocar comboios de passageiros, poder arrastar grandes comboios de mercadorias muito pesados. Por isso possui um enorme motor (ver foto). A viagem era longa e por isso havia que atestar os tanques no máximo para alimentar tamanho motor. Entretanto, a 1439 embora um pouco mais pequena, também carregava uma quantidade significativa de combustível. Daí, o desastre, já de si grande tornou-se ainda maior. Houve ainda a esperança nas estações que os comboios se conseguissem avistar antes de entrarem em curva e poderem parar numa recta que existia, ou pelo menos abrandarem o ritmo. Só que a 1961 vinha de depressa e entra numa curva. Os monstros metálicos talvez ainda se tenham avistado e até conseguido abrandar um pouco, mas em poucos segundos os maquinistas devem ter percebido que não era possível parar. Ambos vinham a 90 km/h. O choque das duas massas a 180 km/h foi fatal. O internacional devido ao maior peso, ainda deve ter arrastado o inter-regional para trás. Milhares de litros de combustível rapidamente deflagraram às carruagens e à floresta em redor. Quando os bombeiros lá chegam nem querem acreditar no que vêem. Carruagens a arder, pessoas entaladas dentro das carruagens e a gritar, corpos carbonizados, pessoas feridas em redor dos comboios e em pânico, e como tudo não bastasse, um incêndio florestal começava a deflagrar rapidamente. Rapidamente também, nas longas horas seguintes, começam a chegar reforços de todo o lado. Bombeiros de norte a sul do país chegam com ambulâncias e autotanques. Era necessário estabilizar o enorme incêndio, fora e dentro dos comboios para poder salvar quem ainda estivesse vivo.

A catástrofe foi tão grande que os bombeiros e as restantes equipas de salvamento e limpeza da zona, demoraram três dias até poderem sair do local.

Dos que morreram, os maquinistas e os seus acompanhantes, devem ter sido dos poucos que souberam do que morreram. Quando ambos se avistaram, ao ver as marcas de perigo frontais de ambas as locomotivas, devem ter gelado o sangue e percebido que não havia hipóteses de salvamento.

Atrasos eram corriqueiros, mas naquele dia a central de Coimbra avisara já os chefes das estações de comboio até Nelas, que aquela composição tinha prioridade sobre o tráfego regional. Um aviso feito por telefone, única forma, nessa altura, de comunicar com as estações, que por sua vez transmitiam as instruções aos maquinistas das composições. Entre comboios imperava igualmente o silêncio, já que à época, em Portugal, nenhum dispunha de qualquer dispositivo de comunicação.

Entre os 460 passageiros que viajavam nos dois comboios sinistrados estão confirmados 49 mortos, embora apenas tenha sido possível reconhecer 14. E 64 passageiros continuam dados como desaparecidos. Ao todo estão confirmadas para cima de uma centena de vítimas. Dados mais recentes, apontam para uma estimativa entre as 120 e 150 vítimas mortais.

Fonte:http://factosdahistoria.blogs.sapo.pt/2023.html

Por vezes parece que sim...