Catarina Martins, de 23 anos, conhece bem esta realidade. Há quase dois anos que, todas as sextas-feiras, viaja com os bombeiros para o Hospital Santos Silva, em Gaia, para tratar um problema pulmonar grave, acompanhada pela tia, Angelina Vale. "Perde-se um dia para uma hora de tratamento", desabafa Angelina, lamentando que não existam condições em Bragança, o que obriga a fazer cinco horas de viagem e perto de 500 quilómetros, de oito em oito dias.
Apesar dos sacrifícios pessoais que implicam estas deslocações, o serviço prestado pelos bombeiros e custeado pelo Serviço Nacional de Saúde é um alívio financeiro para os doentes. Estas ambulâncias de transportes de doentes não são veículos de emergência e sujeitam-se à maioria dos condicionalismos do restante trânsito.
Uma das primeiras preocupações do bombeiro Vidal é "colocar a gravata preta", o cinto de segurança, não vá repetir-se a multa de 120 euros que já teve de pagar por tirar o cinto para ajudar um doente. "Foi a semana bem contada que foi embora." Trabalha "24 sobre 24 horas à chamada" e ganha "apenas o ordenado". "É uma canseira", desabafa, porque, embora tenha folgas, Vidal nunca sabe quando termina o dia de trabalho.
Fonte: JN
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