segunda-feira, 8 de julho de 2013

Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros Têm Quatro Novas Viaturas

Os Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros reforçaram a frota com mais quatro viaturas. 

Três veículos de combate a incêndios florestais vindos de Marseille, em França e uma viatura Auto-comando conseguida através de angariação de fundos. 

Os Bombeiros de Macedo são agora uma das mais bem apetrechadas corporações do distrito de Bragança. 

O Comandante da corporação, João Venceslau assegura que as novas viaturas vem colmatar uma lacuna ao nível da resposta a incêndios florestais. 

“Três novos equipamentos que irão ficar ao dispor desta instituição para todas as situações que temos que enfrentar no nosso dia-a-dia. Os corpos dos bombeiros são feitos não só por homens, os homens movimentam estas máquinas que nos dão um complemento na nossa intervenção. Já há muito que tínhamos notado a falta em relação a alguns equipamentos específicos. Depois de um ano de alguns contactos, de alguns conhecimentos no estrageiro (neste caso em França), conseguimos sensibilizá-los para a situação que o corpo de bombeiros se encontrava a nível de equipamentos de combate a incêndios florestais. Neste momento colmatamos uma grande falha direcionada para o combate a incêndios florestais.” 

O Auto-comando foi conseguido através da angariação de fundos conseguidos pela Secção Desportiva dos Bombeiros Voluntários. 

Um trabalho que João Venceslau agradece. 

“Decidiram em todos os eventos que já realizaram e todos os que irão realizar durante o mandato deles, um auto comando, um veículo que irá servir a mim como comandante, para os novos elementos enquanto comandantes de operações ou por necessidade na estrutura de comando. Tudo isto irá colmatar a falha que sentíamos, aumentou o número de elementos o que, automaticamente obriga a termos também mais equipamentos para estes homens do quadro de comando. Posso dizer que isto foi um presente que eles me deram, um presente que eu agradeço. Em meu nome, em nome dos elementos do comando, da associação, agradeço à Secção Desportiva o empenho que tem mostrado e aquilo que tem conseguido para que consigamos pagar um veículo que também faz falta.” 

As três viaturas que chegaram de França para os Bombeiros de Macedo de Cavaleiros estão avaliadas em cerca de 200 mil euros.
Fonte: ondalivrefm
Fotos:Cbbraganca





Reportagem Localvisão: 45 anos de Coragem

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Alzheimer revertido pela primeira vez

Pela primeira vez foi possível travar a doença de Alzheimer. Um grupo de investigadores canadianos recorreu a uma técnica de estimulação cerebral profunda, enviando impulsos elétricos para o cérebro dos pacientes.

A equipa de cientistas da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, deu novos passos para a descoberta de tratamentos para o Alzheimer.

O estudo foi aplicado em seis pacientes, diagnosticados com a doença há, pelo menos, um ano.

Os doentes receberam impulsos elétricos - 130 vezes por segundo - para o cérebro através da implantação de elétrodos, colocados junto do fórnix, um aglomerado de neurónios que envia sinais para o hipocampo.

Nos pacientes com a doença, o hipocampo é uma das primeiras regiões a encolher e revela os primeiros sintomas: perda de memória e desorientação.

Para além disso, vários exames cerebrais demonstraram que o lobo temporal, onde se encontra o hipocampo, absorve muito menos glicose do que o normal, daí o mau funcionamento e consequente degradação.

Um ano depois, graças aos impulsos elétricos, não foram registados quaisquer sinais de permanência ou até mesmo regresso da doença de Alzheimer nos seis pacientes que constituíram a amostra da investigação.

Em dois destes doentes, a deterioração da área do cérebro associada à memória deixou de encolher e, em alguns casos, até voltou a crescer.

Nos restantes quatro pacientes, o processo de deterioração desta região do cérebro parou por completo.

A redução de glicose foi também revertida e o lobo temporal voltou a funcionar corretamente.

Apesar dos resultados, os investigadores explicam que não se trata de nada definitivo. Assim, a equipa de Lozano está a realizar novos testes com 50 portadores da doença.
Fonte:JN

Bombeiros de Bragança Frequentaram 1º Treino Operacional para Equipas de Posto de Comando


Bombeiros de Bragança Frequentaram 2º Curso de "1º COS"



Bombeiros de Bragança Frequentaram Curso de "1º COS"


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Época mais crítica em incêndios florestais começa hoje

A época mais crítica em incêndios florestais começa esta segunda-feira e este ano o dispositivo tem entre as novidades os dez grupos de reforço de ataque ampliado (GRUATA) e a participação de reclusos em ações de prevenção e vigilância.

Durante a fase «Charlie» de combate a incêndios florestais, que se prolonga até 30 de setembro, vão estar operacionais 2.172 equipas de diferentes forças envolvidas, 1.976 viaturas e 9.337 elementos, além dos 237 postos de vigia da responsabilidade da GNR, segundo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

Até ao final de setembro vão estar também disponíveis 45 meios aéreos, a que se juntam o helicóptero Allouete III e o avião C-295M da Força Aérea Portuguesa, cooperação que este ano vai estar no terreno pela primeira vez.

O DECIF apresenta ainda como novidades dez grupos de reforço de ataque ampliado, denominados GRUATA, a utilização de máquinas de rastos para apoiarem às ações de combate a incêndios florestais e a participação de cerca de mil reclusos em ações de prevenção e vigilância.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais vai custar este ano 78,5 milhões de euros, o que reflete um aumento de quase cinco por cento em relação a 2012.

As corporações de bombeiros também recebem este ano um reforço de verbas de 11 por cento, que totaliza 2,3 milhões de euros em 2013.

O último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) refere que mais de 2400 incêndios florestais deflagraram este ano, consumindo 2.700 hectares de floresta, valores «substancialmente inferiores» às médias mensais dos últimos dez anos.

O relatório provisório de incêndios florestais destaca que, entre 01 de janeiro e 15 de junho, se registaram menos 58 por cento de ocorrências de fogo, em relação à média verificada nos últimos dez anos, e que ardeu menos 77 por cento do que o valor médio da área ardida no mesmo período.

O documento do ICNF indica que, até 15 de junho, ocorreram 2.413 ocorrências de fogo, menos 75 por cento do que no mesmo período de 2012, quando já tinham deflagrado 9.962 incêndios florestais.

Os dados provisórios referem também que os incêndios consumiram 2.708 hectares de floresta, menos 92 por cento do que em 2012, quando se registaram 35.805 hectares de área ardida.

Bombeiros de Bragança Fizeram Orientação Noturna

Cerca de 20 Bombeiros do Corpo de Bombeiros de Bragança realizaram na passada noite do dia 28 uma orientação noturna, no âmbito do plano de formação de ingresso na carreira de bombeiro voluntário e do plano de instrução continua deste Corpo de Bombeiros.

Os instruendos da Escola de Estagiários, assim como outros bombeiros do corpo ativo interessados iniciaram a saída pelas 23h00 para a zona da Aveleda, onde estiveram a fazer orientação por carta militar até perto das 02h30 do dia 29.

Com 4 grupos criados e supervisionados por elementos do GIPE e da EIP, os bombeiros tiveram de encontrar e deslocar-se para o local onde houvesse um marco geodésico, uma casa e um poço/tanque.

Munidos de cartas militares, bússola, lanternas e EPI completo percorreram um percurso mínimo de 5 km entre mato e floresta.











19 Bombeiros Morreram Durante Combate a Incêndio nos EUA

19 membros do Granite Mountain Hotshots crew from Prescott faleceram no dia de ontem, 30/06, durante o combate aos incêndios no Arizona, EUA. 

Os incêndios estão a devastar grandes áreas de mato e floresta nos Estados Unidos da América durante esta época de verão.

As altas temperaturas que se fazem sentir estão a causar dificuldades no domínio dos incêndios.


Ministro Pede Cautela em Época de Incêndios


Apesar do calor que ontem se fez sentir e dos fogos florestais que lavraram pela região e pelo país, o  ministro da Administração Interna registou uma tarde de rasgados e “refrescantes” elogios por parte dos bombeiros portugueses.


Presidindo, em Barcelos, à sessão solene dos 92 anos dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, Miguel Macedo pediu «o máximo de cautela» aos “soldados da paz” nesta fase crítica de fogos florestais. 
Fonte: www.diariodominho.pt/

Presidente da ANPC: "A Missão Primária da GNR não é apagar fogos”

"Notei alguma falta de planeamento nomeadamente na área financeira e dos recurso, situação que tem vindo a ser superada."

Bombeiros de Portugal (BP) – Ao fim de seis meses no cargo de presidente da ANPC pergunto-lhe se ficou surpreendido com o que encontrou? Tanto para o bem como para o mal.

Manuel Mateus Couto (MMC) – A surpresa foi bastante positiva. Não tinha a noção de que, principalmente, a estrutura operacional estivesse tão bem articulada entre o Comando Nacional e os comandos distritais. O mesmo acontece com a forma como os comandos distritais se interligam com os corpos de bombeiros, autarquias e outros agentes, onde se nota que temos uma estrutura operacional montada que responde e é reconhecida por todos os intervenientes. 

BP – E coisas negativas?

MMC – Notei alguma falta de planeamento nomeadamente na área financeira e dos recursos, situação que tem vindo a ser superada. Para o próximo ano há já um planeamento definido especialmente ao nível da centralização de aquisições, missões ao estrangeiro e formação entre outras, já que as coisas funcionavam um pouco assim: aparece uma coisa para se fazer, faz-se… Posso dizer-lhe que chegámos ao fim do ano passado e não tínhamos dinheiro para fazer uma inspeção na área da segurança contra incêndios, o que não pode acontecer. Face às limitações orçamentais é óbvio que tem de haver um planeamento sério. Para este ano, temos várias rubricas que estão limitadas e não podemos ultrapassar esses limites. 
Estamos também a normalizar alguns procedimentos de forma a racionalizar recursos.

BP – A casa começa a ficar ‘arrumada’, tanto ao nível das alterações legislativas como da nova estrutura de dirigentes e responsáveis operacionais. Correu tudo como queria ou em algum momento foi contrariado por decisões da tutela?

MMC – Não. Correu como estava previsto. É normal que com a entrada de um novo presidente este queira nomear as pessoas da sua confiança. Quem nomeia é o Senhor Ministro mas não encontrei constrangimento de qualquer natureza. 

BP – Já disse que a casa mãe da PC está arrumada a seu gosto. Pergunto-lhe quais são os objetivos estratégicos que pretende atingir nos próximos tempos? Como militar que é calculo que funcione por objetivos bem definidos. 

MMC – O grande objetivo que tenho para esta casa é que seja o próprio cidadão a fazer uma avaliação positiva do que é proteção civil e sei que é um objetivo difícil porque por mais rápida que seja a resposta, o cidadão nunca está satisfeito. 

Mas é nesta área que temos de corrigir o que possa estar menos bem. Se tivermos cidadãos descansados e satisfeitos com a sua proteção civil, então é porque estamos a cumprir os objetivos. 

Por outro lado, é preciso manter e melhorar a articulação e a resposta operacional porque nunca nada é definitivo. Em matéria de incêndios florestais, a vertente do ataque inicial está consolidada. Agora, estamos a apostar no ataque ampliado com as novidades introduzidas na nova DON. Para o ano, outras questões irão surgir com base na experiência dos anos anteriores. 

Depois, há que manter os bombeiros, o principal agente de proteção civil, cada vez mais bem equipados e formados para que possam dar as respostas necessárias. 

BP – Mas a proteção civil não se esgota nos incêndios. Que outros objetivos tem para as restantes áreas de intervenção?

MMC – A aposta nos planos distritais e municipais de proteção civil. Toda esta área do levantamento dos riscos e das vulnerabilidades do território são decisivas para preparar respostas prontas e eficazes.
Há ainda um grande trabalho a desenvolver na área dos planos especiais – barragens, sismos, tsunamis – nos quais também já estamos a trabalhar.

Outra área que também considero decisiva é a área dos avisos às populações. Estamos a desenvolver um trabalho com operadores de telecomunicações e órgãos de comunicação social nesta área. Para minha surpresa encontrei algumas resistências em alguma comunicação social em se envolver na necessidade de emitir avisos caso necessário, o que me deixou bastante perplexo. 

No fundo, estamos a apostar na criação de vários sistemas de aviso às populações em caso de necessidade. 

BP – No meio deste universo, o que o preocupa mais no imediato?

MMC – Tenho algumas preocupações com o Planeamento Civil de Emergência (PCE) que como sabe é uma nova atribuição da ANPC e cuja integração nesta casa não foi suficientemente valorizada. Neste momento não temos nenhuma estrutura orgânica a que possa chamar a equipa do PCE. Já fiz chegar esta preocupação à tutela e agora cabe-me resolver esta questão na futura orgânica da casa. 

Esta é uma questão muito sensível porque se não acontecer nada corre tudo bem, se acontecer uma tragédia é aqui que vêm perguntar o que se fez e neste momento fez-se ainda pouco. 

BP – A ANPC tem uma nova lei orgânica. Eram estas as alterações necessárias ou não foi possível ir mais longe?

MMC – De um modo geral, julgo que a Lei Orgânica segue o que foi proposto pela Autoridade. Quando nos foi pedido para que preparássemos a nova Lei, com as restrições óbvias do momento que atravessamos, construímos um documento e é esse documento que está agora espelhado na nova Lei. Enquanto presidente esta Lei não me causa grandes constrangimentos ou mesmo transtornos e vai 
ao encontro daquilo que propusemos. 

BP – Para além da direção nacional de meios aéreos que já se sabe passou por uma opção política que decorre da futura extinção da EMA, há uma nova direção nacional que não está a ser muito bem recebida, nomeadamente pelos bombeiros. Não se corre o risco de ter uma Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) dentro da própria ANPC?

MMC – Não, e a grande razão para não se chamar inspeção é porque estas só existem ao nível dos ministérios. A Direção Nacional de Fiscalização e Auditoria tem competências bem definidas, depende do presidente e atuará coadjuvada com os técnicos das diferentes áreas desta casa nas diferentes situações. Não prevejo que a nova direção funcione em moldes muitos diferentes da inspeção que existia até aqui. O que pretendemos é que tenha mais recursos humanos, que fazem falta. 

BP – Mas ganhou autonomia. Confirma?

MMC – A autonomia é relativa a meu ver porque todas as ações dependem do presidente que pode regular essa mesma autonomia. Não tenho grandes preocupações relativamente a isso porque que seguirei de perto todas as inspeções, relatórios e consequências.

BP – As competências atribuídas a esta nova direção acabam por esvaziar um pouco aquelas que eram as 
competências da DNB. O que pensa disto?

MMC – Não vejo isso dessa forma. Ficaria preocupado sim se perdesse-mos essa autoridade para o exterior da própria instituição, o que não acontece. 

A Direção Nacional de Bombeiros não tem feito inspeções por sua iniciativa e o que vai acontecer é que a nova direção nacional fará as suas inspeções com elementos da DNB quando estas se destinarem aos bombeiros. 

Se a inspeção for de caráter financeiro, irá sempre alguém do departamento financeiro da ANPC. Ou seja, a direção nacional tem técnicos na área da inspeção e será sempre acompanhado por pessoal especializado nas diferentes áreas a que se destinam as próprias inspeções.

Já agora. Isto é uma coisa que acontece na maioria dos organismos públicos, pois quem regula não deve fiscalizar.

BP – Num passado recente assistimos a inspeções por parte da ANPC aos corpos de bombeiros em clara violação da lei, segundo relatos de muitos deles. Garante que coisas destas não voltam a acontecer?

MMC – Garanto que situações que não estejam previstas não vão acontecer. Só atuaremos com base na lei. Ponto. 

BP – Sendo esta sua entrevista dirigida maioritariamente ao universo dos bombeiros, pergunto-lhe qual a opinião que tem dos bombeiros em Portugal?

MMC – Tenho uma boa impressão dos bombeiros, não só ao nível da formação de qualidade que têm como da sua disponibilidade permanente e extrema, característica que muito me impressiona e que considero fundamental num tempo onde tal é tão raro. A juntar a isto, tenho notado bons equipamentos e infraestruturas o que me leva a dizer que começamos a ter operacionais capazes de dar à sociedade a tranquilidade necessária para que esta sinta que terá as melhores respostas e que pode confiar nos seus bombeiros. 

BP – Qual a política da ANPC para o apoio à sustentabilidade das associações humanitárias e corpos de bombeiros?

MMC – Apoiar o setor em tudo o que nos seja possível, nomeadamente através do Programa Permanente de Cooperação (PCC), tentar aos poucos, através das circulares financeiras, melhorar os apoios que são dados aos bombeiros, como são exemplo os incêndios florestais, e destaco aqui os aumentos deste ano numa altura tão difícil. 

Por outro lado, e ainda com base nas circulares financeiras que estamos a estudar, tentar incentivar a substituição de viaturas. As verbas do QREN podem vir a ser reduzidas, e considero que as viaturas muito velhas devem ser trocadas em vez de serem reparadas. Estamos a estudar um possível aumento da comparticipação para incentivar os bombeiros a renovarem, na medida do possível, o parque de viaturas com mais utilização. 

BP – Considera que os corpos de bombeiros deveriam ter autonomia face à ANPC como têm os outros agentes de proteção civil?

MMC – Essa questão é complicada… mas julgo que o atual modelo é o mais adequado. Acho que os corpos de bombeiros devem ter alguma dependência no sentido de reconhecer a ANPC como uma entidade reguladora que apoia mas também pede algum retorno. Aliás, daquilo que tenho visto considero que não há qualquer contestação ao modelo em vigor.

BP – Ao contrário do que estava previsto, e na sequência das alterações ao SIOPS, os bombeiros continuam a não estar epresentados na estrutura. Não têm assento no CCON, nem nos CCOD. A LBP já mostrou o seu descontentamento. Sendo considerados como principal agente acha que faz sentido? 

MMC – É verdade que não está expresso na legislação mas essa ausência está longe de se verificar porque a Liga estará representada no CCON ou no CCOD sempre que assim o entender…

BP – Mas porque a atual direção da ANPC assim o entende. No futuro poderá haver outro entendimento…

MMC – Acho que essa questão nunca se colocará porque facilmente se depreende a importância de manter a LBP informada de toda a atividade operacional.

BP – A ANPC tem um problema complexo em mãos que está a tentar resolver. Como pretende fixar os técnicos/ especialistas que ao  longo de vários anos têm trabalhado para a ANPC que estão vinculados à Escola?

MMC – Sobre essa matéria temos duas situações distintas. A Força Especial de Bombeiros (FEB) para a qual está já a ser estudado um estatuto que defina como é que a FEB pode vir a ser integrada na ANPC. Ou seja, estes elementos passarem a pertencer à Autoridade. Quantos aos restantes elementos, estamos a estudar outra alternativa a qual ainda não pode ser pública. Posso apenas dizer-lhe que estamos a procurar uma alternativa. 

BP – E como está o processo do pagamento dos retroativos exigido pela Inspeção Geral de Finanças aos funcionários da ENB que trabalham aqui?

MMC – Sobre isso, posso dizer-lhe que está a ser feito um levantamento sobre os montantes em causa para cada um dos funcionários, pela ENB. Quando tivermos esses dados, solicitaremos a isenção desse pagamento ao Ministério das Finanças, ao abrigo da legislação em vigor. Tudo isso ainda não foi feito porque os montantes ainda não estão todos estimados.

BP – O sucesso de um presidente da ANPC e do CONAC está muito ligado ao sucesso das intervenções em grandes teatros de operações. Está preocupado com os incêndios? A história já mostrou que quando as coisas correm mal há que arranjar bodes expiatórios. Está preparado para isso?

MMC – Tudo o que correr mal nesta casa a responsabilidade será sempre minha, por isso o bode expiatória só poderei ser eu. Se escolho uma equipa e se aprovo ordens de operações então se algo correr mal a responsabilidade só pode ser minha. Os incêndios florestais são e serão sempre uma preocupação. Apesar do tempo até estar a ajudar, talvez por sorte de principiante, assumirei sempre o que correr mal. 

BP – A Escola Nacional de Bombeiros (ENB) tem sido muito criticada num passado recente. Com uma nova direção e sendo a ANPC um dos seus associados o que vai exigir. O que é mais premente? 

MMC – Estou a trabalhar com a Liga dos Bombeiros Portugueses na atribuição de uma carta de missão para a nova direção. Penso que é muito importante definir um plano e objetivos a três anos, até para salvaguarda da própria direção da ENB. 

A nossa principal preocupação é levar a formação aos corpos de bombeiros, com reforço das Unidades Locais de Formação. Definir um plano estratégico para a própria Escola para que esta se possa aproximar de outras instituições congéneres e outros organismos do ensino superior com o objetivo de lhe dar maior visibilidade, tornando-se num centro formativo de excelência tanto para bombeiros como para outras áreas da proteção civil.

Por outro lado, há que resolver a questão da CENAFOGO o mais rápido possível para acabar com esse processo. 

BP – Está preocupado com a auditória que está a ser feita à Escola?

MMC – Não. Normalmente não me preocupo com as inspeções e ainda há cerca de dois meses tivemos aqui uma. Não vejo as inspeções como algo de mau mas antes como oportunidade de melhoria dos serviços. Vão aparecer certamente recomendações que podem até servir de alavanca à mudança de procedimentos menos bons, pela força que têm.

BP – Qual a sua perspetiva sobre a integração das organizações privadas de proteção civil no sistema?

MMC – Têm surgido várias estruturas voluntárias nesta área e estamos a elaborar legislação enquadradora para regular essas atividades. Há muita gente a querer mexer e julgo que esse é um sinal bastante positivo numa área onde todos somos precisos. 

Uma coisa é juntarmo-nos em exercícios, outra coisa é operacionalizar a atuação de todos e é nesse sentido que estamos a trabalhar pois estas estruturas têm um papel muito importante ao nível local. 

BP – O atual ministro da Administração Interna já falou na eventualidade de retirar os elementos do GIPS da GNR das brigadas helitransportadas, mantendo esta estrutura apenas em missões de vigilância e fiscalização no terreno, a componente terrestre. O que pensa disto? 

MMC – Tenho-me apercebido que a intenção é reduzir gradualmente a dimensão do GIPS aumentando a da FEB. No futuro ter a FEB em todo o país e o GIPS passar a ser apenas reserva nacional para situações mais extraordinárias.

Estou de acordo com esta visão porque a missão primária da GNR não é apagar fogos. Apagar fogos é para bombeiros e temos uma Força Especial que poderá fazer muito bem esse trabalho. 

BP – Mas foram investidos milhões de euros no GIPS…

MMC – Certo e eles fizeram o seu trabalho e bem. O GIPS tem uma série de meios que poderão ser reconvertidos mais tarde e o pessoal será sempre aproveitado porque antes de tudo eles são guardas.

BP – Desafio-o a dirigir-se ao DECIF num tom mais informal. O que diria a estes homens se pudesse falar com eles um a um? 

MMC – Um a um? (sorrisos)No fundo era aproveitar mais esta oportunidade para evidenciar a importância do trabalho que os bombeiros portugueses desenvolvem. Agradecer-lhes a disponibilidade permanente ao serviço do país que demostram sempre que são chamados a intervir e dizer-lhes que a ANPC está confiante no seu trabalho e sempre disponível para os apoiar.

Entrevista: Patrícia Cerdeira
Fotos: Marques Valentim
JORNAL BOMBEIROS DE PORTUGAL

Portugal Registou Mais de 700 Incêndios na Última Semana

Mais de 700 incêndios florestais deflagram na última semana no país e foi na sexta-feira que se registou o 
maior número de fogos, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). No início da manhã deste sábado estavam três incêndios activos; às 11h00 o número subiu para cinco.

Segundo a página da ANPC, às 11h15 o maior incêndio que continuava activo era o de Amarante com três frentes e com 100 operacionais no local. Entretanto, o de Fafe, em Braga, foi extinto; e o de Vouzela, Viseu, estava dominado.

As estatísticas da ANPC adiantam que se registaram, entre domingo e sexta-feira, 719 incêndios florestais, que foram combatidos por um total de 8971 operacionais, 2917 veículos e 170 meios aéreos.

O dia com maior número de incêndios foi na sexta-feira, que registou 143, seguindo-se a quarta-feira, com 124.

Desde a passada segunda-feira que a Protecção Civil colocou em alerta amarelo (terceiro mais grave de uma escala de quatro) de risco de incêndio todos os distritos de Portugal Continental.

A ANPC accionou, na sexta-feira, o alerta laranja (o segundo mais grave de uma escala de quatro) para os distritos de Coimbra e Viseu e prolongou o alerta amarelo para os restantes distritos até às 21h00 de segunda-feira devido à continuação do tempo quente e seco.

O período crítico de incêndio florestal começa na segunda-feira e prolonga-se até 30 de Setembro.
Fonte: Público

sexta-feira, 28 de junho de 2013

AVISO À POPULAÇÃO - AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO CIVIL


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Continuação de temperaturas elevadas para os próximos dias

Continuação de temperaturas elevadas para os próximos dias

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, prevê-se durante esta semana a continuação de temperaturas máximas e mínimas elevadas sendo que as máximas estarão acima dos 30ºC em quase todo o território do continente. Os níveis de radiação ultravioleta (UV) estarão, também, muito elevados.

A DGS recomenda a adoção de medidas de prevenção destinadas especialmente a pessoas mais vulneráveis ao calor como crianças, grávidas, idosos e doentes crónicos.

cêndio Lavra Junto a Paradinha de Outeiro

Um incêndio está a consumir mato e árvores junto à localidade de Paradinha de Outeiro, no concelho de Bragança.

O alerta foi dado pelas 14h35.

O incêndio esteve com grande intensidade e a lavrar em duas frentes no território espanhol. Apesar de ainda tter entrado em territorio português, esta frente foi rapidamente dominada.

No local encontraram-se equipas de Bragança, Vimioso e Izeda e dois helicópteros, sendo um espanhol e o outro português. O comando de Bragança assumiu o comandamento dos meios.

Neste momento o incêndio já se encontra  dominado.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Bombeiros de Alfândega da Fé Já Têm VLCI com Kit Limpa-Neves


Município atribui distinção honorífica ao bombeiro Armando Augusto Fernandes

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros juntamente com a Câmara Municipal lança o convite a toda a população para estar presente na cerimónia de atribuição honorífica e de homenagem aos soldados da paz.

Este sábado, a partir das 14 horas, o município de Macedo de Cavaleiros atribui a Medalha Municipal de Valor e Altruísmo, Grau Ouro ao bombeiro ajunto de comando, Armando Augusto Fernandes.

Uma distinção que, de acordo com o regulamento das atribuições honoríficas do Município destina-se a “premiar os cidadãos que revelem, em serviço de salvação pública, espírito de sacrifício, coragem e abnegação.”

Neste mesmo dia, Armando Augusto Fernandes passa para o quadro de honra do corpo ativo e receberá o crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Durante as cerimónias vai haver ainda promoções a diversas categorias de elementos do corpo ativo dos Bombeiros Voluntários e nomeações dos novos elementos de comando, como segundo comandante e adjuntos de comando.

Pelas 16 horas celebra-se a eucaristia na Igreja de Santa Maria.

Por volta das 17h15 vai proceder-se à bênção de quatro novas viaturas dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros.
Escrito por Onda Livre 

ALERTA AMARELO: Ativado o Alerta Amarelo para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais - De 24JUN2013 às 1400 até 28JUN2013 às 2359. Fonte: ANPC/CNOS



Incêndio Destruiu Casa de Habitação

Um incêndio destruiu uma casa de habitação, esta madrugada, na Rua Eduardo Faria em Bragança.


O alerta foi dado para os Bombeiros de Bragança pelas 06h50. 

A vizinha da casa ao lado sentiu crepitar pelas suas paredes, tendo vindo ao exterior ver o que se passava e ficou surpreendida ao ver fumo negro a sair da casa contigua.


Alertados os Bombeiros, 7 operacionais deslocaram-se para o local com 1 viatura de combate a incêndios urbanos e um auto-tanque. As chamas estavam confinadas a um quarto e terão iniciado por origem desconhecida, pois a casa não estaria de momento a ser habitada. Pelos danos, evolução do fogo e carga calorifica no interior, há possibilidade de o incêndio ter iniciado ao principio da madrugada, mas não terá atingido mais divisões da habitação devido à falta de oxigenação do fogo pelo isolamento da casa.

O incêndio foi rapidamente dominado com recurso a água. As chamas destruíram por completo o recheio de um quarto e o fumo e o calor acabaram por provocar danos em todas as outras divisões, tendo derretido vários electrodomésticos e outros utensílios no interior da casa. Os danos causados deixaram a habitação temporariamente inabitável.

A PSP de Bragança também esteve no local, tomando conta da ocorrência.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Bombeiros de Bragança na Procissão do S.João


Os Bombeiros de Bragança tiveram a mui honrosa tarefa de transportar o andor de S. João Baptista da Sé na passada segunda-feira na procissão realizada no centro da cidade de Bragança.




Também o Exmo Sr Presidente da AHBVB, Dr. Rui Correia e o Exmo Sr Cmdt do C.B.Bragança , Major José Fernandes, também partilharam da mesma honra ao fazer 1 turno ao Pálio do Bispo de Bragança.



A missa em honra de S. João Baptista da Sé realizou-se na igreja da Sé e a procissão decorreu num pequeno percurso que foi da Sé à Av. João da Cruz e que depois regressou pela Av. 5 de Outubro de novo para a Praça da Sé. 



Bombeiros de Izeda querem ser PEM

Os Bombeiros Voluntários de Izeda, no concelho de Bragança, querem ser Posto de Emergência Médica – PEM. Neste momento, a corporação é apenas posto reserva, o que significa que a comparticipação que recebe do Estado cobre, apenas, os quilómetros efectuados. Caso fosse PEM, tanto a viatura, como a tripulação, eram suportadas pelo INEM.  

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Izeda, Luís Filipe Fernandes, não se conforma com esta situação e acusa mesmo o Governo de discriminação.“É uma discriminação completa o que o governo está a fazer em relação aos outros bombeiros. O INEM cria os chamados postos de Emergência Médica só nas sedes de concelho. Acontece que Izeda não é sede de concelho e a nossa corporação é discriminada neste ponto, porque se nós olharmos para os números de saídas da emergência médica nós temos números superiores a algumas sedes de concelho deste distrito”, garante o responsável.

 O presidente da Associação Humanitária garante que vai continuar a lutar para que o INEM crie um Posto de Emergência Médica em Izeda.“É uma questão que nós debatemos e neste momento estamos a tentar fazer ver ao Instituto de Emergência Médica que a questão da sede de concelho não é suficiente para justificar, quando a nosso ver o que justificaria seria o trabalho feito. Izeda pelas questões estratégicas e geográficas, nós apanhamos o norte do concelho de Macedo de Cavaleiros, a parte oeste do concelho de Vimioso, e a apanhamos toda a parte sul do concelho de Bragança. Portanto, é uma ânsia nossa e vamos continuar a lutar por um Posto de Emergência Médica”, garante o presidente da Associação Humanitária.

Enquanto não é criado o Posto de Emergência Médica, os Bombeiros têm que suportar os meios para socorrer as populações.

De recordar que reforçaram recentemente a frota com mais três viaturas, entre elas uma ambulância.
Escrito por Brigantia 

BUS Live SunSet


terça-feira, 25 de junho de 2013

Incêndio em Camião na A4

Um fogo no rodado de um camião deflagrou esta noite pelas 02h30.

O camião circulava na A4, transportando um carga de veículos ligeiros, quando subitamente, junto à ponte do Valbom e após uma descida com grande declive, o rodado traseiro do lado direito da plataforma se incendiou. O camionista ainda tentou apagar o incêndio com recurso a extintores mas este não foi eficaz, tendo procedido à chamada dos Bombeiros.

Para o local foi necessário enviar um veiculo de combate a incêndios urbanos com 5 operacionais. Os bombeiros conseguiram limitar o incêndio ao sistema pneumático e travões do camião, mas o calor e fumo ainda chegaram a danificar uma carrinha que seguia no reboque do camião.

Também na semana passada, quinta-feira, pelas 12h00 um carro ligeiro incendiou-se na estrada entre o Portelo e França, tendo resultado completamente destruído pelos chamas. Devido à rápida progressão do fogo dentro da viatura, e também da distância ao local, os bombeiros não conseguiram apagar as chamas sem que o carro ficasse completamente destruído. Deste incêndio ainda resultaram ferimentos por queimadura ao dono da viatura, que ao tentar retirar os documentos, do interior do porta-luvas, ficou queimado num braço.

Bombeiros de Bragança Efetuaram Treino Operacional

Duas equipas de Bombeiros de Bragança efectuaram no passado dia 22 de junho, um treino operacional de combate a incêndios florestais.

O local onde se realizaram os treinos foi na freguesia de Aveleda. Durante todo o dia os bombeiros simularam práticas de manobras comuns no combate aos incêndios florestais.

Durante a manha duas equipas uniram-se para trabalhar com ferramentas manuais. Foi aberta na vegetação uma faixa de contenção. Esta faixa visa a retirada de combustível vegetal de forma a criar uma barreira à progressão do incêndio sem utilizar água. Foram ainda treinados procedimentos de segurança que envolvem o trabalho com material sapador. A organização de grupo e as várias tarefas a desempenhar foram realizadas por todos os elementos. Estas técnicas visam uma boa preparação física, para o bom e eficaz desempenho no combate aos incêndios.

Da parte da tarde foram demonstradas as técnicas de utilização e segurança no trabalho com moto-serras, e simulou-se um incêndios florestal. A simulação decorreu como se de um incêndio real se tratasse, avaliando e ajustando as manobras realizadas no decurso de um incêndio. Além disso foi ainda testada a segurança a bens e protecção pessoal em caso de a equipa ficar cercada pelo fogo.

Como parte do treino decorreu com elementos estagiários, no decurso do módulo de formação de combate a incêndios florestais, fez-se uma visita ao CMA de Nogueira, onde os bombeiros ficaram a perceber como funciona um Centro de Meios Aéreos. O operador de CMA foi quem deu a explicação, tendo abordado os temas de ativação e comunicação com o meio aéreo. Como o CMA de Nogueira é da responsabilidade operacional do GIPS da GNR, pelo PIPS de Nogueira, apresentou os meios disponíveis e conduziu a visita ao helicóptero, tendo sido realizada pelos restantes elementos da brigada um demonstração de actuação na abordagem ao meio aéreo. O piloto, Cmdt António Rosa Rodrigues, explicou-nos os procedimentos de segurança e mostrou-nos o meio aéreo.

Desde já deixamos um agradecimento ao Gabinete Técnico Florestal de Câmara Municipal de Bragança, ao operador de CMA Gil Angélico, Chefe de Brigada GIPS guarda Rui Batista e ao Piloto Cmdt António Rosa Rodrigues pelo profissionalismo e simpatia com que nos receberam e tornaram o treino operacional um sucesso.