sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Adiamento de Missa em Homenagem aos Bombeiros Mortos em Serviço


Vimos por este meio informar que devido ao falecimento do bombeiro Daniel Falcão do Corpo de Bombeiros de Miranda do Douro, ocorrido esta noite (06), a missa em homenagem aos bombeiros mortos em serviço, marcada para o dia 08 de setembro na Sé Catedral, em Bragança, será adiada.

Não sendo possivel, para já, determinar uma data, oportunamente daremos conhecimento de nova data.

Por:Corpo de Bombeiros de Bragança.

Morreu bombeiro de Miranda do Douro internado no Porto

O bombeiro de 25 anos da corporação de Miranda do Douro que estava internado no Hospital da Prelada, no Porto, morreu esta sexta-feira mais de um mês depois do internamento.

De acordo com Luís Pedro Martins, diretor de comunicação do Hospital da Prelada, o bombeiro gravemente ferido no incêndio de Miranda do Douro de dia 1 de agosto não resistiu às queimaduras de segundo e terceiro grau que lhe afetaram entre 70 a 80% da superfície corporal.

O bombeiro acabou por falecer, esta sexta-feira ao início da noite, por falência multiorgânica, o que eleva para oito o número de bombeiros que morreram na sequência do combate aos incêndios florestais este ano.

Esta sexta-feira, realizou-se o funeral de Fernando Manuel Reis, de 50 anos, da corporação de Valença, que faleceu quinta-feira na sequência dos ferimentos sofridos num incêndio a 29 de agosto, em Sanfins.

Nesse mesmo dia, morreu Cátia Pereira Dias, de 21 anos, da corporação de Carregal do Sal, e ficaram feridos outros quatro operacionais envolvidos no combate às chamas na Serra do Caramulo.

Um desses feridos, Bernardo Cardoso, de 19 anos, também bombeiro de Carregal do Sal, faleceu dia 3 de agosto.

Bernardo Figueiredo, de 23 anos, esteve internado no Hospital de São João, no Porto, durante cinco dias, também na sequência de ferimentos no incêndio na Serra do Caramulo (Tondela) e morreu a 27 de agosto.

Do incêndio da Serra do Caramulo tinha já resultado a morte da bombeira Ana Rita Pereira, de 24 anos, da corporação de Alcabideche, a 22 de agosto.

A 15 de agosto, Pedro Miguel Rodrigues, de 40 anos, bombeiro da Covilhã, morreu num incêndio perto da localidade de Peso.

Um bombeiro de Miranda do Douro, António Ferreira, de 45 anos, que ficou gravemente ferido num incêndio florestal entre Cicouro e São Martinho de Angeira, também não resistiu aos graves ferimentos sofridos no início de agosto e acabou por morrer.

O número de bombeiros mortos, este ano, no combate a incêndios florestais, ultrapassa já a média anual de três mortes verificada desde 1980.

Incêndios: há um «longo» caminho a percorrer na segurança

O investigador Domingos Xavier Viegas disse hoje que os acidentes em incêndios florestais registados este ano demonstram que há ainda um «longo caminho a percorrer» ao nível dos cuidados de segurança durante o combate às chamas.

«Nós insistimos nesse ponto. Colocamos a segurança em primeiro lugar e falamos aos bombeiros de que devem ter de facto medo do fogo. Não se devem meter à frente dele, como se não fosse nada. Mas talvez essa mensagem ainda não esteja a ser universal», referiu o responsável do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, situado no aeródromo da Lousã.

Xavier Viegas falava aos jornalistas durante a apresentação, em laboratório, de uma propagação de um fogo num desfiladeiro, para ilustrar o «efeito de chaminé», ou comportamento eruptivo, que é «muito previsível» nos incêndios, mas responsável pela maioria dos acidentes que vitima bombeiros durante o combate às chamas.

«É um fenómeno previsível, mas há situações em que ele demora um pouco de tempo a acontecer e os bombeiros têm sempre a esperança de intervir e apagar o fogo antes que a situação de erupção aconteça», explicou.

O especialista em fogos florestais considera que deve ter-se «mais cuidado com as pessoas e evitar situações de risco».

«Porque infelizmente o que vos mostrámos no laboratório é o que vemos no dia-a-dia nos incêndios e, portanto, haverá condições em que se justifica como única solução para apagar um fogo, mas na maior parte dos casos não se justifica meter as pessoas em perigo em situações destas».

O investigador e professor da Universidade de Coimbra considera que, apesar da formação dada aos bombeiros, que considera terem uma preparação melhor do que em alguns países europeus, nem todos «aprendem da mesma forma e, portanto, numa formação, a mesma coisa não chega da mesma forma a cada um dos bombeiros».

Segundo Xavier Viegas, existem depois as «situações concretas» em que os bombeiros estão cansados «e pode haver uma distração e não prestam atenção aos cuidados de segurança que lhe foram transmitidos».

«É uma questão (segurança) com que se deve massacrar os bombeiros para que fique bem mantida neles e tem de haver uma mudança de mentalidade, que penso que já vai havendo. Os nossos bombeiros viram ao que estão expostos e reparei que, pouco a pouco, tem existido uma mudança de atitude perante estas situações», salientou.

Aos jornalistas, o especialista em fogos florestais disse ainda que se tem notado e sentido nestes anos «uma grande falta na componente de prevenção», nomeadamente na tarefa de limpeza de florestas.

«Não digo por todo o lado, mas em sítios estratégicos, criando zonas que permitem ter alguma segurança, faixas de limpeza e descontinuidade onde se possa conter o fogo» entre parcelas para evitar grandes incêndios.

Este ano está a «ser muito parecido com 2003, mas felizmente ainda não se atingiu as áreas desse ano, que foram absolutamente desastrosas», comparou ainda Xavier Viegas.
tvi24

Ser Bombeiro Voluntário

MP investiga morte de bombeiros

O Ministério Público (MP) vai investigar a morte dos sete bombeiros que já perderam a vida durante o combate aos incêndios – quatro deles na serra do Caramulo, no distrito de Viseu.

“A instauração de inquérito é obrigatória sempre que o óbito ocorra nas circunstâncias em que ocorreram estes óbitos”, disse ao SOL fonte oficial da Procuradoria-geral da República, referindo-se à natureza violenta destas mortes. O MP vai investigar “os factos, os seus autores e a respectiva responsabilidade criminal”, explicou a mesma fonte.

Por terem, ao que tudo indica, ateado aquele que já é considerado o maior incêndio deste Verão, Fernando Marinho, de 20 anos, e Patrick, de 28 – identificados pela Polícia Judiciária no último fim-de-semana – têm uma responsabilidade directa e arriscam ser condenados a uma pena entre três e 12 anos, prevista para quem cause incêndio florestal e, dessa forma, crie perigo para a vida ou integridade física de terceiros. O primeiro, que ficou em prisão preventiva, confessou às autoridades ter ateado sete fogos com um isqueiro, ao longo da mata, com a ajuda do amigo, que voltou entretanto ao Luxemburgo, onde reside. Segundo foi avançado, terão agido por vingança, por Patrick ter sido multado pela GNR ao conduzir sem carta válida.
SOL

Caminhada Solidária - BV Miranda do Douro

Incêndios: Custos Afastaram 900 Reclusos de Acções de Prevenção

O Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) justificou hoje que a colaboração prevista de reclusos na prevenção de incêndios florestais não se concretizou, porque obrigaria à adopção de "medidas de segurança excepcionais", com "custos associados".

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para 2013 previa a participação de cerca de 900 reclusos em acções de prevenção e vigilância dos fogos florestais, após terem frequentado um período de formação na Escola Nacional de Bombeiros (ENB).

Quarta-feira à noite, em entrevista à TVI 24, a ministra da Justiça revelou que "razões burocráticas" impediram 900 reclusos de participarem na limpeza de matas, inseridos numa estratégia de prevenção dos incêndios florestais.

Contactada hoje pela agência Lusa para explicar "as razões burocráticas", o Ministério da Justiça limitou-se a informar que enviou uma proposta para o Ministério da Agricultura, no sentido de colocar 900 reclusos a limpar as matas.

Em resposta enviada à Lusa, o Ministério da Agricultura diz que "os trabalhos de prevenção estrutural na floresta são trabalhos qualificados que envolvem especialização e têm riscos associados", e que uma "eventual colaboração de reclusos obrigaria sempre a formação específica, quer em operações de silvicultura preventiva, quer em segurança, higiene e saúde no trabalho".

"Tratando-se de trabalho, como não poderia deixar de ser, este teria de ser pago. Para mais, a colaboração de reclusos obrigaria à adopção de medidas de segurança excepcionais, com custos associados", alega o Ministério dirigido por Assunção Cristas.

Assim - adianta o Ministério da Agricultura - foram "quantificados os custos e meios adicionais para que os trabalhos de prevenção estrutural pudessem ser assegurados com a colaboração de reclusos", tendo sido decidido "não ser esta a melhor forma de executar as acções de prevenção estrutural na floresta sob gestão do Estado".

Contactado pela Lusa, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Jaime Marta Soares, reconheceu que houve uma "falha" na aplicação do DECIF, tendo em conta que a colaboração dos reclusos na prevenção e vigilância das matas estava prevista no programa.

"Isso é uma falha que terá responsáveis", disse Jaime Marta Soares, adiantando que é difícil avaliar quais os resultados que esta medida teria na prevenção de incêndios.

Os incêndios florestais que assolaram o país desde agosto já causaram a morte a sete bombeiros.

O último relatório provisório sobre os incêndios florestais indica que o mês de agosto registou valores superiores às médias dos últimos dez anos, quer no número de ocorrências, quer da correspondente área ardida mensal.

Em Agosto registaram-se 7.283 ocorrências de fogo, cerca de 52 por cento do total, que resultaram em 72.284 hectares ardidos, aproximadamente 77 por cento da área consumida pelas chamas, até à data.

Os incêndios florestais consumiram, até ao final de agosto, uma área de 94.155 hectares, mais 25% do que em igual período de 2012, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

O mesmo documento adianta ainda que, entre 01 de Janeiro e 31 de agosto, foram registadas 14.143 ocorrências de fogo, menos 1.690 do que no mesmo período de 2012.
Fonte: Sol

Fumo dos fogos é altamente perigoso

O fumo proveniente dos incêndios florestais é altamente perigoso para a saúde pública, concluiu um estudo da Universidade de Aveiro (UA), que aponta para os malefícios da mistura de gases e partículas emitida pelos fogos.
O estudo foi conduzido pela investigadora Célia Alves no meio das equipas de combate aos fogos florestais, nos verões de 2009 e 2010, nos distritos de Aveiro, Viseu e Guarda.

"Verificámos que a maior parte da massa das partículas emitidas pelos incêndios é de natureza carbonosa, englobando centenas de compostos orgânicos distintos", disse hoje à Lusa Célia Alves, do grupo de Qualidade de Atmosfera do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA.

Entre os compostos detectados nestas partículas encontram-se os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, "de elevado potencial cancerígeno", e vários compostos fenólicos que "têm sido associados a stress oxidativo das células".

Suspensas na atmosfera e espalhadas pelo vento por vastas áreas, o tamanho das partículas garante-lhes uma entrada fácil nas vias respiratórias.

A equipa de Célia Alves chegou a detectar nas proximidades dos incêndios concentrações de 50 mil microgramas de partículas por metro cúbico de ar, quando a legislação para a qualidade do ar estipula um teto de segurança de 50 microgramas por metro cúbico.

A investigadora adianta ainda que para além dos prejuízos para a saúde, o fumo contribui em muito para alterar o clima, nomeadamente através da alteração dos padrões de precipitação, devido à actuação destas partículas na atmosfera, como núcleos de condensação de nuvens.

Para além das partículas, também os gases emitidos pelo fumo proveniente dos incêndios florestais constituem um perigo para a saúde, entre os quais, e "em quantidades apreciáveis", o monóxido de carbono "conhecido pela sua elevada toxicidade".

É também de referir que os óxidos de azotos e os compostos voláteis, depois de emitidos, reagem entre eles na atmosfera e formam um novo poluente perigoso: o ozono, "um oxidante muito forte que ataca as vias respiratórias e provoca danos nas culturas agrícolas".

Célia Alves adianta ainda que "o principal gás emitido pelos incêndios é o dióxido de carbono, o qual é um dos principais gases com efeito de estufa".
Lusa/SOL

Nadadores Salvadores dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros vigiam as praias da Albufeira do Azibo há 17 anos

A praia fluvial da Fraga da Pegada surgiu com a criação da albufeira artificial do Azibo, desde então que centenas de pessoas vêm em busca de um local balnear no fulgor do verão. 

Esta Praia Fluvial é vigiada, na época balnear entre as 10 h e as 19 h, pelos Nadadores Salvadores dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, desde 1996. 

Atualmente a albufeira do Azibo é constituída por três praias, vigiadas por seis Nadadores Salvadores dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, formados pelo Instituto de Socorros a Náufragos, isto é uma mais-valia, pois é disponibilizado aos banhistas, um socorro imediato e especializado. 

Durante a época balnear de 2012 os objectivos a que nos propomos foram largamente alcançados, totalizando 27 salvamentos e 462 prestações de primeiros socorros aos banhistas, sendo que, 8 destes foram conduzidos as unidades hospitalares adequadas a cada situação. 

A vigilância é fundamental, recursos humanos bem preparados, contribuem para maximizar a segurança nas praias, refere um comunicado de imprensa dirigido pelos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros à comunicação social.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Morreu mais um BOMBEIRO

Faleceu, esta quinta-feira, o bombeiro da corporação de bombeiros de Valença que, há oito dias ficou gravemente ferido, após ter sido atingido por uma língua de fogo quando tentava retirar a viatura que conduzia do meio das chamas.

O homem, motorista dos bombeiros, ex-emigrante nos EUA, com 50 anos de idade, era voluntário naquela corporação há oito anos. Tinha sofrido queimaduras "em 19 por cento do corpo" e encontrava-se internado na unidade de queimados do Hospital de Comibra.

O incidente ocorreu durante a operação de combate a um incêndio que deflagrou cerca das 13.55 horas, de Quinta-feira, 29 de Agosto, no lugar de Melim, freguesia de Sanfins, Valença, em zona florestal.
Fonte: http://www.jn.pt

Desce para nivel 1 o incendio declarado em Castromil (ES)

O incêndio florestal em Castromil baixou o nível de gravidade 1 com a melhoria das condições meteorológicas, enquanto as operações implantadas pela Junta de Castilla y León continua a laborar no local.

Durante toda a manhã, voltaram para as suas casas os 47 moradores desalojados a meio da noite e foram realojados nos órgãos municipais de Hermisende em colaboração com a Cruz Vermelha e a Defesa Civil de Voluntários Benavente.

Este fogo começou na segunda-feira 2 de setembro, na cidade vizinha de Castromil e tem estado ativa ou controlada, por vezes, durante toda esta semana. Nos últimos dias, houve vários incêndios intencionais que acontecem nesta área do concelho Sanabrês e agora, há mais ocorrências de incêndios na área, tanto na Galiza como em Portugal.

O delegado territorial da Junta, Alberto Castro, declarou hoje pelas 3h19 de quinta-feira 5 de setembro, o Nível 2, conforme estabelecido pelo Plano de Incêndio Florestal, e constituiu o Centro de Coordenação Operacional Integrado na Delegação Territorial Castela e Leão - Zamora, procedendo para evacuar os 47 habitantes que estavam na cidade de San Ciprian de Sanabria - Hermisende, para os órgãos municipais de Hermisende. Também permanece fechado devido ao fogo rodovia provincial ZA-L-2698 San Ciprian Castromil de Hermisende.

Também na cidade de Bragança se sentiram consequências deste incêndio. O forte cheiro a fumo a acumulação deste por toda a zona norte do concelho provocou durante esta noite a impressão de nevoeiro.

No concelho de Vinhais o fogo ainda chegou a entrar em terreno português, mas as equipas de intervenção dos Bombeiros de Vinhais conseguiram segurar as chamas junto da linha de fronteira, minimizando os danos causados. 

Os esforços de combate concentram-se em parar as chamas perto da localidade de San Ciprian de Hermisende, pois há bastante ventos mutável na área. O fogo está a queimar mato. O delegado territorial está em contato permanente com o edil de Hermisende para informar o desenvolvimento do fogo.

No local permanecem meios de comunicação e operacionais:
-3 Técnicos 
-5 agentes ambientais 
-3 Brigadas Terrestres
-4 Brigadas helitransportadas 
-4 caminhões de bombeiros espanhois e outros quatro Português( B.V.Vinhais)
-3 bulldozer 
-Bombeiros da Deputação
-Unidade Militar de Emergência 
-Guarda Civil. 
-Para início da manhã estão preparados meios aéreos, ou seja, 6 helicópteros e 3 aeronaves.

Bombeiros de Bragança Presentes na Missa em Memória dos Bombeiros nas Novenas da N. Sra. da Serra

 

Seguro quer estratégia nacional para a prevenção dos fogos

Seguro
À saída do Comando Nacional de Operações de Socorro, o secretário-geral do PS declarou que o ideal será que "no tempo da prevenção todos assumam as responsabilidades para que se diminuam o número de incêndios no país"
O secretário-geral do PS defendeu hoje que tem de haver uma estratégia nacional na prevenção de incêndios florestais e que a prevenção deverá merecer um esforço de investimento mais equiparado ao do combate aos fogos.

António José Seguro falava aos jornalistas após uma visita à Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide, na qual foi recebido e esteve reunido com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e em que esteve acompanhado pelo líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, e pelos dirigentes socialistas Mota Andrade e Miguel Freitas.

Ao fim de hora e meia de reunião, o líder do PS deixou uma mensagem de solidariedade em relação a todos os bombeiros, insistiu que este ainda não é o momento para o apuramento de responsabilidades em relação às consequências dos recentes incêndios florestais e defendeu uma estratégia de âmbito nacional ao nível da prevenção dos fogos.

À saída do Comando Nacional de Operações de Socorro, o secretário-geral do PS declarou que o ideal será que "no tempo da prevenção todos assumam as responsabilidades para que se diminuam o número de incêndios no país".

"O país não pode passar por esta situação de uma forma resignada, em que todos os verões há incêndios que têm provocado as tragédias que todos conhecemos. É preciso que o país faça o mesmo esforço que fez nos últimos seis ou sete anos no combate aos incêndios também na área da prevenção", afirmou, antes de advogar a necessidade de cadastrar o território nacional - "tarefa que leva anos, mas que importa começar já de forma consistente e séria".

"Depois, penso também que a prevenção não é apenas uma responsabilidade das autoridades e do Estado, mas de todos os cidadãos portugueses, designadamente dos que têm responsabilidades na limpeza das suas florestas. Há leis claras sobre esta matéria e o que é preciso é cumprir essa legislação", sustentou.

Invocando a sua qualidade de líder do maior partido da oposição, António José Seguro considerou ser um "dever" inteirar-se da forma como está a ser travado o combate aos incêndios e salientou que o problema dos fogos florestais não pode ser encarado como uma questão partidária.

"Tem de haver um olhar nacional e a minha responsabilidade é saber como está a ser feito esse combate. Quero expressar a minha admiração pelo trabalho desenvolvido por todos os portugueses que combatem os incêndios ao nível da Proteção Civil, bombeiros ou Forças Armadas", disse.

Segundo Seguro, Portugal está a confrontar-se com uma "tragédia do ponto de vista florestal, mas, fundamentalmente, do ponto de vista humano", havendo já a lamentar a morte de seis bombeiros, "além de outros em situação difícil a lutar pela sua vida, cuja situação se deseja que evolua favoravelmente".

"Na devida altura deverão ser apuradas as devidas responsabilidades por essa situação. Este não é o tempo de fazer o apuramento de responsabilidades, mas de prestar solidariedade e recolher informação", afirmou.

Questionado pelos jornalistas sobre a presença (não anunciada publicamente) de Miguel Macedo na reunião com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, António José Seguro disse não ter ficado surpreendido.

"A partir do momento em que pedi para efetuar esta visita, o senhor ministro da Administração Interna comunicou que estaria presente. Considero um ato positivo em termos institucionais. Foi um gesto que quis ter com o líder do principal partido da oposição e isso só valoriza a democracia portuguesa", acrescentou.
ionline

Bombeiros de Famalicão continuam internados

Os três bombeiros de Famalicão da Serra (Guarda) que estão internados na unidade de queimados do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) mantêm o quadro clínico registado nos últimos dias, adiantou fonte daquele hospital.

Dois deles continuam com «prognóstico reservado» e o terceiro tem «prognóstico favorável». O voluntário de 45 anos, proveniente do hospital de Bragança, apresenta 26 por cento da superfície corporal queimada, com queimaduras ao nível da extremidade cefálica, membros superiores e inferiores. Está intubado e ventilado, apresentando prognóstico reservado. Já o bombeiro de 62 anos tem 17 por cento da superfície corporal queimada, principalmente na face, mãos e membros inferiores. Está também intubado e ventilado e com prognóstico reservado. O elemento mais novo, de 19 anos, tem 20 por cento da superfície corporal queimada e apresenta prognóstico favorável.

No Hospital de São João, no Porto, continua internado o quarto elemento queimado no incêndio de Muxagata (Vila Nova de Foz Côa). O jovem de 24 anos apresenta um quadro clínico mais preocupante devido à gravidade das queimaduras que sofreu.
ointerior

Unidades de queimados sofrem pressão acrescida nos últimas semanas - País - Notícias - RTP

Unidades de queimados sofrem pressão acrescida nos últimas semanas - País - Notícias - RTP

Incêndio do Caramulo: Autarcas das freguesias criticam coordenação nacional


Vasco Miguel Almeida, presidente da Junta de Belazaima do Chão, é o mais contundente. “Vieram pessoas de longe, para um incêndio com características muito específicas, sem humildade nenhuma, quiseram por todos os que têm conhecimento do terreno de parte e passar por cima de tudo e todos, até do comando local, que até estava a fazer um bom trabalho”, comentou.

Ironicamente, o autarca acrescentou: “Havia pessoas a coordenar que deviam pensar que estavam a combater um incêndio no Algarve”.

O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, desvaloriza as críticas. Ao RA, considerou “acertada e tomada no momento certo” a decisão de solicitar apoio nacional para o combate ao incêndio.
regiaoagueda

Técnicos da Protecção Civil querem debater incêndios com governo e partidos

Numa carta enviada àquelas autoridades, a Asprocivil considera que os incêndios florestais “não são um desígnio”, mas antes "potenciados e até permitidos" pelo desinvestimento feito nos últimos anos.

A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil (Asprocivil) pediu audiências ao ministro da Administração Interna, aos grupos parlamentares e ao presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil para debater os fogos florestais.

Numa carta enviada àquelas autoridades, a Asprocivil considera que os incêndios florestais “não são um desígnio”, mas antes "potenciados e até permitidos" pelo desinvestimento feito nos últimos anos no setor, com a consequente diminuição de meios e pela ineficácia ou inexistência das medidas de prevenção.

Para a Asprocivil, a prevenção de incêndios passa sobretudo pela responsabilização dos proprietários, das associações de proprietários, das câmaras municipais, das concessionárias de estradas e autoestradas e até do próprio Estado “que não efetuam a limpeza das suas matas”.

“A prevenção não se faz quando se aproxima a época de fogos, nem com meia dúzia de painéis e/ou anúncios, a prevenção faz-se com um Programa Nacional de Informação permanente durante todo o ano, que vise atitudes, comportamentos e medidas de prevenção dirigidas aos cidadãos”, lê-se na carta.

A falta de planeamento urbanístico, de planeamento de emergência municipal, de aceiros e de pontos de água, incluindo para meios aéreos, e de controlo de acessos a zonas florestais, além da “inexistência dos comandantes operacionais municipais nos termos da lei” são, para a associação, outros fatores potenciadores de fogos.

A estes fatores acresce a “falta de técnicos especializados” e a entrega dos Serviços Municipais de Proteção Civil a ´técnicos` completamente estranhos ao setor da proteção civil” assim como a "difícil situação" que os corpos de bombeiros têm vindo a registar todos os anos com a diminuição do número de efetivos.
jornali