domingo, 21 de agosto de 2011

Ultima Hora: 3 Incêndios Preocupam no Distrito de Bragança

3 incêndios estão a lavrar no distrito de Bragança a esta hora, 03:00.

Um dos incêndios deflagrou na zona do Larinho, Moncorvo, pelas 00h13. Está neste momento a ser combatido por 29 bombeiros apoiados por 8 viaturas. Os Bombeiros combatem 2 frentes a lavrar em mato.

O segundo incêndio deflagrou em Nozedo de Baixo, Vinhais, pelas 00h20. Duas frentes estão a lavrar em mato. 29 Bombeiros apoiados por 7 viaturas estão a combater as chamas. Uma ECIN do Corpo de Bombeiros e Bragança está no local.

O terceiro incêndio está a consumir mato e pinho na localidade de Pombal, no concelho de Carrazeda de Ansiães. Não há ainda indicação de quantos meios há no local, mas desloca-se uma ECIN do Corpo de Bombeiros de Bragança para apoiar os meios já existentes no local.

Apesar da ameaça da chuva, esta acabou por não vir, apesar de ter ajudado a melhorar a tarde na questão dos incêndios. A temperatura durante a noite ronda hoje os 25º em praticamente todo o distrito.

Em Bragança pelas 22h00 também deflagrou um incêndio em Quintanilha, Bragança, mas o mesmo foi rapidamente dominado pelos Bombeiros de Bragança com 10 operacionais e 2 viaturas.

sábado, 20 de agosto de 2011

Memória: avisadores SOS

Em Fevereiro de 1975 foi implementada a primeira rede de avisadores SOS nas estradas portuguesas, inspirada no modelo ARSEC – 74P já em funcionamento em França. Para fazer face ao elevado número de mortes na estrada tornou-se necessário estabelecer um plano de socorro rodoviário (PSR) contra este inimigo: o acidente.

O PSR traduziu-se na instalação de avisadores SOS que em 1979 cobriam já uma extensão de 1.350 quilómetros de estrada, bem como a criação de Centrais de Emergência nas capitais de distrito, nomeadamente nos postos da PSP e da GNR. Nesse ano, Portugal contava já com 53 Centrais de Emergência que cobriam todo o território nacional.

Ao Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA), antecessor do INEM, coube a montagem dos avisadores SOS nas estradas e sua manutenção: mudança de baterias e de placas electrónicas, altifalantes ou microfones. A comunicação era simples: o contactante carregava no botão do avisador SOS e, num mapa que existia na Central de Emergência correspondente, acendia-se uma luz no quilómetro de estrada em que o utente se encontrava.

Depois do alerta, a Central promovia o accionamento dos meios de socorro. Este sistema vigorou em Portugal até princípios da década de 90, altura em que os postos de socorro passaram a ser responsabilidade da Junta Autónoma de Estradas. Actualmente são as concessionárias das auto-estradas que asseguram o funcionamento destes equipamentos.

Quatro Incêndios Activos em Braganca e Braga

Mais de 80 bombeiros apoiados por mais de 25 veículos combatiam, cerca das 05:00, quatro incêndios nas localidades de Anissó e Barroso, no distrito de Braga, e em Sendim da Serra e Soutilhas das Agueiras, em Bragança.
Segundo a informação disponível na página na internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), todos incêndios lavram numa zona de mato com duas frentes ativas, à exceção do fogo de Soutilhas das Agueiras, no concelho de Mirandela, com uma única frente ativa de mato.

O incêndio em Sendim da Serra, Alfândega da Fé, mobilizava o maior número de elementos, encontrando-se no terreno a travar as chamas 35 bombeiros.
Fonte:Visão

PJ já deteve 17 suspeitos de fogos florestais este Verão

A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, deteve um desempregado de 37 anos suspeito por ter ateado vários focos de incêndio na freguesia de Torreda, na serra do Marvão. O motivo para cometer o acto, segundo o indivíduo, foi o "consumo de bebidas alcoólicas" e a "consequente perda da noção da realidade". O incêndio consumiu uma área florestal com cerca de 35 hectares, constituída maioritariamente por pinheiros. Nas imediações existia ainda um aglomerado de habitações que só não correram perigo devido à pronta intervenção dos bombeiros e de meios aéreos.

Durante este Verão, a Polícia Judiciária já deteve 17 pessoas, em todo o país, pela prática de crimes de incêndio florestal.

Só no distrito de Vila Real, desde Janeiro, a Guarda Nacional Republicana identificou 12 suspeitos de provocarem fogos. Quatro destes suspeitos foram detidos pela PJ. Depois de ouvidos em tribunal, dois dos indivíduos ficaram a aguardar julgamento em prisão preventiva e o outro foi institucionalizado por apresentar um quadro de perturbação mental.

O último destes detidos vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para a aplicação de medidas de coacção. Segundo dados expostos no site da Autoridade Nacional de Protecção Civil já existiram 191 ocorrências de incêndios floretais, foram utilizados 2.321 operacionais e usados 588 veículos. Dos 15 incêndios que ainda estão em curso, os mais significativos são sete. O primeiro na zona de Vilas Boas, no distrito de Bragança, teve início ontem por volta das 12h51 e ao final da tarde o ponto da situação era preocupante com o fogo activo em quatro frentes. No local estiveram 84 bombeiros, 5 sapadores florestais e 25 veículos operacionais.

Também ontem, no mesmo distrito mas, desta vez, em Peredo dos Castelhanos, às 13h40 iniciou-se um incêndio que obrigou à acção de 57 bombeiros e 17 veículos operacionais. No início da noite, por volta das 19h, o fogo continuava com uma frente em mato.

No distrito de Viseu também estão dois incêndios em curso. Um na localidade de Paus, no conselho de Resende, que se iniciou logo depois da hora de almoço e "chamou" 43 bombeiros e 11 veículos. O ponto de situação ao final do dia também não era animador, com o fogo activo em três frentes. O outro incêndio no distrito, em Fornelos, foi de menor dimensão e contou com 20 bombeiros e 4 veículos operacionais para o combater. Este fogo permanecia ontem com duas frentes activas.

No Porto, na zona do Murtal, o fogo iniciou-se a meio da tarde por volta das 16h. 37 bombeiros foram precisos no local, assim como 11 veículos operacionais. Uma das frentes continuava activa por volta das 19h.

Já no distrito de Vila Real, a situação permanece crítica com ainda dois fogos por apagar. O primeiro, na região de Ardaos, no concelho de Boticas, iniciou--se pela manhã às 10h30 e foram necessários 91 bombeiros no local, 27 veículos operacionais e ainda dois helicópteros bombardeiros. O incêndio permaneceu durante todo o dia e por volta das 18h30 continuava com quatro frentes activas.

O outro caso em Vila Real é no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Um incêndio de menores dimensões, comparado com o que ocorre em Boticas mas, mesmo assim, por volta das 19h uma frente permanecia activa e foram necessários 15 bombeiros para o combater assim como três veículos operacionais.

Segundo o Instituto de Meteorologia, a previsão de hoje para o risco de incêndio permanece muito elevado nas zonas de Trás--os-Montes e Alto Douro. Na Beira Interior, a previsão também não é positiva. Mas, no Algarve, o risco é considerado moderado. E, nas zonas da Beira Litoral, Estremadura e Alentejo o cenário de incêndio é reduzido.
Fonte:i

País sob alerta de incêndio e radiação UV elevada

A radiação ultravioleta mantém-se hoje com valores muito altos em Portugal e há 14 concelhos com risco máximo de incêndio.

No nível muito alto, o Instituto de Meteorologia aconselha a utilização de óculos de Sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e que se evite a exposição das crianças ao Sol. Estes cuidados devem ser vigorar entre as 11h00 e as 16h00.

Sete distritos de Portugal Continental estão desde as 07:00 de hoje e até às 22:00 de sábado sob aviso amarelo devido à previsão de temperaturas máximas elevadas.

Sob aviso amarelo estão os distritos de Braga, Bragança, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Évora e Beja, segundo o IM.

O IM colocou também sob risco máximo de incêndio 14 concelhos dos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Viseu: Sabugal, Guarda, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Trancoso, Gouveia e Aguiar da Beira (Guarda), Sernancelhe, Moimenta da Beira, Vila Nova de Paiva e Castro Daire (Viseu), Pampilhosa da Serra e Arganil (Coimbra) e Oleiros (Castelo Branco).

O IM prevê ainda para hoje céu geralmente pouco nublado, aumentando de nebulosidade a partir da tarde com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas, em especial nas regiões do Centro e Sul, vento fraco, subida da temperatura máxima no litoral peste e neblina ou nevoeiro matinal a norte do Cabo Raso.

Quanto às temperaturas, em Lisboa prevê-se uma máxima de 35 graus Celsius, no Porto 28 e Faro 30.
Lusa/SOL

Incêndios voltam a fustigar o Nordeste Transmontano


Depois de um dia de acalmia, as chamas regressaram ao Nordeste transmontano. Vila Flor e Torre de Moncorvo estiveram, durante o dia de ontem, a braços com as ocorrências mais significativas.

Em Vila Flor, um incêndio deflagrou pouco antes da uma da tarde, em Vilas Boas, e mobilizou cerca de cinco dezenas de bombeiros, apoiados por 15 viaturas.

Devido às dificuldades técnicas com os seus carros, os bombeiros de Vila Flor foram obrigados a pedir apoio à corporação de Macedo de Cavaleiros.

Nesta altura o fogo está em fase de vigilância 

Já em Peredo dos Castelhanos, no concelho de Torre de Moncorvo, lavrou um incêndio com duas frentes activas desde a uma e meia da tarde, e extinto antes da meia noite. O GRIF de Aveiro actuou neste incêndio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Acidente fere dois bombeiros

Dois elementos da corporação de bombeiros de Amarante sofreram, ontem à tarde, ferimentos ligeiros na sequência de um despiste da viatura em que combatiam um incêndio florestal, em Folhada, Marco de Canaveses.


Estávamos a sair do fogo para ir abastecer de água quando sentimos a traseira a fugir. Quando demos conta, já tínhamos tombado", contou Carlos Teixeira, bombeiro há mais de 20 anos, que conduzia a viatura, na qual seguia com mais dois colegas. Apesar do susto, o motorista sofreu apenas ferimentos num braço e voltou ao combate ao fogo.


Uma bombeira também ferida foi transportada para o Hospital Padre Américo, em Penafiel, por precaução. O incêndio começou na tarde de ontem e chegou a ameaçar habitações. No combate às chamas estiveram 64 homens, com 16 viaturas e um helicóptero.
Fonte:CM

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Previsão Meteoiberia - Acompanhamento Especial- Trovoadas e Granizo 18 a 20 de Agosto 2011

Conforme previsto na Previsão sazonal de Verão 2011, quanto ao facto de que estava à espera da 2ª quinzena de Agosto instável e que infelizmente poderia fazer estragos sobretudo ao nível agrícola?

Pois, parece que o que aí vem poderá ter algum risco para deixar algumas marcas, não só em Portugal como na maior parte dos paises da Europa Ocidental, por isso nada melhro que prevenir e acompanhar connosco a discussão.

O site www.estofex.org emitiu alerta nivel 1 para o Sul do Território, a partir de amanhã, principalmente devido a Granizo e com risco para ser de elevadas dimensões isoladamente e ao nivel local.

Devido à existência de uma crista sobre o Mediterrâneo e ao mm tempo um forte fluxo de Oeste o que poderá favorecer a formação de supercélulas na metade SE, Incluindo Algarve e Baixo Alentejo, isto no que se refere a Portugal.

Assim teremos já apara amanhã 18 condições favoráveis à ocorrência de Trovoadas e Granizo, com o risco para ser de elevadas dimensões no Sotavento Algarvio e Baixo Alentejo, pelo que espero sinceramente que passe ao lado uma vez que poderá causar prejuízos.

Para os dias 19 e 20 existe um maior potencial para afectar a zona Centro(aqui com alguma severidade) e os restos para a zona Norte.

Algumas melhoras para o dia 21, uma vez que serão mais isoladas, mas com potencial para surpreender...

Bom acompanhamento aqui: http://meteoiberia.com/forum/index.php/topic,3212.new/boardseen.html#new

Estas previsões estarão sujeitas a eventuais alterações, pelo que se deverá verificar a ocorrência das mesmas, visto tratarem-se de tendências de estado de tempo, que são distribuídas no intuito de serem úteis, mas sem qualquer garantia; nem sequer a garantia de perceptibilidade ou aplicação a qualquer objectivo em particular.
Melhores cumprimentos,
Autor: Mário Marques
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Acidente Fez Vitima Mortal em Rio Frio

Um embate entre um motociclo e um veiculo ligeiro acabou por provocar a morte ao motociclista.

O acidente ocorreu na EN 218, na estrada de Rio Frio, pelas 13h30. O embate frontal foi bastante violento, acabando o condutor do motociclo por falecer no Hospital de Bragança.

A vitima foi socorrida pela tripulação da ambulância de socorro, dos Bombeiros de Bragança, que no local pediu apoio diferenciado, mas o CODU não disponibilizou meios, por a VMER de Bragança estar em estado de inoperacionalidade.

Vítima mortal de atropelamento em passadeira de Vinhais

Acabou por falecer uma mulher de 77 anos, que ontem foi atropelada numa passadeira, no centro de Vinhais.

O acidente aconteceu ao final do dia, por volta das 19 horas.

Segundo fonte da GNR, na origem do atropelamento terá estado o encandeamento do condutor, natural de Vinhais mas residente em Algés, pelo facto de, àquela hora, o sol estar já demasiado baixo.

O condutor não apresentava qualquer taxa de alcoolemia.

A vítima foi assistida no local pelos bombeiros voluntários de Vinhais, mas acabaria por falecer ao início da noite.
Escrito por Brigantia

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DOMINADO: Incêndio em Carrazeda de Ansiães

17/8 15:20 Incêndio activo com 2 frentes em mato e pinhal.

17/8 15:20 Comandante das Operações de Socorro (COS): Adjunto de Comando do Corpo de Bombeiros de Carrazeda de Ansiães.

17/8 15:20 1 Equipa do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) no Teatro de Operações (TO).

17/8 15:20 Accionado Grupo de Reforço para Combate a Incêndios Florestais (GRIF) de Aveiro.

17/8 15:20 Accionado Veículo de Comando e Comunicações (VCOC) para o local.

17/8 15:20 Accionada para o local uma Equipa de Reconhecimento e Avaliação da Situação(ERAS).

17/8 15:31 Accionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.

17/8 16:15 Comandante das Operações de Socorro (COS): 2º Comandante Operacional Distrital de Bragança.

17/8 17:10 Incêndio activo com 2 frentes em mato e pinhal.

17/8 17:10 2 Máquinas de Rasto no Teatro de Operações (TO).

17/8 17:21 Accionados Aviões Bombardeiros Médios Anfíbios.

17/8 17:30 Posto de Comando Operacional (PCO) instalado em Pinhal do Norte.

17/8 17:35 Incêndio activo com 1 frente em mato.


17/8 18:47 Incêndio dominado.

4º Encontro de Carrinhos de Rolamentos Vila Boa - Vinhais

Panda Profissões: Bombeiro

Pandaprofissoes Bombeiro from Paloma Sainz on Vimeo.

Incêndios deixam bombeiros de Vila Flor sem viaturas

Os bombeiros do distrito de Bragança tiveram uma noite atribulada no passado dia 15 de Agosto, com vários incêndios nos concelhos de Mirandela e Torre de Moncorvo. O incêndio de cabanas de cima foi o mais preocupante e só foi dado como extinto ontem ao final do dia. Lavrou com 2 frentes activas e chegou a mobilizar quase 350 homens, obrigando mesmo a um reforço de uma coluna de bombeiros do Porto, Aveiro e pelotões do exercito.Também em Urros, ainda no concelho de Torre de Moncorvo, lavrou outro incêndio, extinto de madrugada nessa madrugada. Em Mirandela, foram dois fogos a preocupar os bombeiros.

Viatura dos B.V. de Vila Flor  que ficou destruida
E por causa da vaga de incêndios, os Bombeiros de Vila Flor estão em sobressalto devido à falta de meios para combater os fogos. Depois de na semana passada terem visto arder duas das suas viaturas em plena luta contra as chamas, eis que agora as poucas viaturas disponíveis estão avariadas, o que leva ao desespero de António Martins, o comandante da corporação.
Viatura ligeira de combate a incêndios que está operacional
“Estamos numa situação difícil, só temos um veículo com 400 litros. Não chega. O restante parque está destruído e avariado. É uma situação muito difícil para nós.”

Uma situação é ainda mais aflitiva porque o concelho de Vila Flor tem sido assolado por vários focos de incêndio nos últimos dias, o que tem obrigado o comandante a pedir ajuda às corporações vizinhas.

“Já hoje [ontem] tive dois incêndios de alguma dimensão. Tenho posto o meu pessoal apeado, mas não dá para combater os incêndios de forma eficaz. Tenho pedido meios às corporações vizinhas mas demoram sempre 45 minutos a uma hora a chegarem. E o fogo não pára à espera que os meios cheguem.”

Os habitantes locais estão a fazer pressão à própria corporação e procuram soluções, pois temem que as suas próprias casas não estejam em segurança.

“Em situação de urgência sabem que não temos veículos para poder acudir e estão sobressaltados.”
Viatura florestal de combate a incêdios avariada
Neste momento em que a corporação de bombeiros de Vila Flor está praticamente sem viaturas operacionais, António Martins não sabe quando poderá voltar a contar novamente com as viaturas mas já não acredita ser possível reaver as viaturas nesta época incêndios.

“Não, não tenho esperança nenhuma nem perspectivas. As viaturas que tenho avariadas vou ver se a oficina lhes dá um jeito rapidamente.”

Os bombeiros de Vila Flor em dificuldades neste Verão devido à falta de viaturas operacionais, depois de na semana passada terem perdido dois veículos de combate aos incêndios.
Escrito por Brigantia

Assembleia dos bombeiros chumba venda de antigo quartel de Macedo

Os sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de cavaleiros não autorizam a venda do antigo imóvel com vista à regularização das dívidas da Associação.

Depois de não se ter chegado a um consenso na reunião extraordinária de Junho, a Assembleia voltou a reunir na passada sexta-feira para discutir o mesmo assunto. 27 sócios votaram contra, 10 votaram a favor e 3 abstiveram-se. Um “resultado histórico” nas palavras do próprio presidente da Assembleia mas que não surpreende José Carlos Dias, o presidente da Associação Humanitária.

“Agora vou reunir com a direcção e deliberaremos o caminho a seguir”, frisou.

Recorde-se que os bombeiros de Macedo de Cavaleiros têm uma dívida que ultrapassa os 222 mil euros, dos quais cerca de 200 mil estão relacionados com a construção do novo quartel. Na última reunião os sócios pediram que a direcção tentasse encontrar outras soluções para a situação mas José Carlos Dias argumenta que a venda do imóvel é a melhor solução a curto prazo.

“Contactámos os bancos e negaram-se. Eles estão cheios de casos e querem é vender os que têm. Houve um banco que nos fez uma proposta mas com juros e spread incomportáveis”, revelou.

Esta situação é agravada, segundo o presidente pelo actual modelo de transporte de doentes.

“A grande parte de receita que tínhamos vinha do transporte de doentes, que agora não existe e, por isso, não há dinheiro.”

Quem votou contra a alienação do imóvel foi o próprio comandante dos bombeiros, João Venceslau. Antes de vender o antigo imóvel recorda que este ainda precisa de sofrer várias alterações, facto que impediu que a mudança dos bombeiros para o novo quartel tivesse sido feita mais cedo.

“Votei contra porque mantenho a posição da primeira assembleia. Neste momento não nos é favorável a venda. Basta pensar na situação actual. E sou da opinião, enquanto sócio, que acabará por ter esse fim. Mas ao fazermos uma venda devíamos criar, primeiro, melhores condições no actual. Com a venda daquele iríamos só pagar dívidas anteriores”, sublinhou.

João Venceslau admite que os bombeiros de Macedo estão a passar por uma situação difícil e reforça a ideia de que a união é muito importante para que se possa continuar a garantir o socorro a toda a população.

“Também entendo que, neste caso, a direcção tem um problema grave em mãos, que herdou de outra direcção. Temos de nos unir, porque estamos a falar de socorro a pessoas, que não pode ser posto em causa em momento algum.”

Os sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros a manifestarem-se assim, contra a alienação do antigo quartel. As dívidas dos Bombeiros ultrapassam os 222 mil euros e há já fornecedores que ameaçam recorrer aos tribunais.
Escrito por CIR

Evolução de Incêndio Florestal em Vila Flor - enviado por leitor

O CBBraganca agradece a gentileza da cedência destas fotos pela leitora S.André

Reportagem RTP - Incêndio Cabanas de Cima (Moncorvo)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Acompanhamento do Incêndio de Moncorvo (em actualização constante)

Data  Hora  Local                       Concelho                        Distrito           Pont.Sit.    Tipo


15/8 14:55 CABANAS DE CIMA TORRE DE MONCORVO BRAGANÇA Em Curso Inc. em Mato

15/8 15:55 Incêndio activo com três frentes em mato.

15/8 15:55 Comandante Operações Socorro (COS): Comandante do Corpo de Bombeiros de Torre de Moncorvo.

15/8 16:21 Accionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.

15/8 17:02 1 Equipa do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) no Teatro de Operações (TO).

15/8 17:20 Incêndio activo com três frentes em mato.

15/8 17:36 Accionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.

15/8 17:45 Accionados Aviões Bombardeiros Médios Anfíbios.

15/8 18:00 Accionado Veículo de Comando e Comunicações (VCOC) para o local.

15/8 18:05 Accionada um máquina de rastos da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo para o local.

15/8 18:23 Comandante Operações Socorro (COS): 2º Comandante Operacional Distrital de Bragança.

15/8 18:28 Posto Comando Operacional (PCO) instalado junto à capela no cruzamento da Lousa. (N 41º 12' 31'' W 007º 09' 83'')

15/8 18:35 Comandante Operacional Distrital de Bragança em trânsito para o Teatro de Operações (TO).

15/8 19:29 Incêndio activo com três frentes em mato.

15/8 20:08 Incêndio activo com três frentes em mato.

15/8 21:38 Incêndio activo com três frentes em mato.

15/8 22:30 Accionado Grupo de Reforço para Combate a Incêndios Florestais (GRIF) do Porto.

15/8 23:13 Incêndio activo com duas frentes em mato.

16/8 1:00 Incêndio activo com duas frentes em mato.

16/8 1:07 Comandante Operações de Socorro (COS): 2º Comandante Operacional Distrital de Bragança.

16/8 2:34 Incêndio activo com duas frentes em mato.

16/8 4:08 Incêndio activo com duas frentes em mato.

16/8 5:34 Incêndio activo com duas frentes em mato.

16/8 6:17 1 Equipa de Reconhecimento e Avaliação da Situação Nacional (ERAS) em trânsito para o Teatro de Operações (TO).

16/8 6:39 Incêndio dominado.

16/8 10:15 Reactivação do incêndio às 07h34.

16/8 10:15 Comandante Operações Socorro (COS): Comandante Operacional Distrital de Bragança.

16/8 10:15 Mobilizado dois Pelotões de Militares para o Teatro de Operações (TO), para apoio à consolidação da extinção e vigilância activa pós-incêndio.

16/8 11:37 Accionado Helicóptero Bombardeiro Pesado Kamov.

16/8 13:30 Incêndio activo com 2 frentes em mato.

16/8 13:30 Incêndio a progredir em local de difícil acesso aos veículos de combate, estando o mesmo a ser efectuado com recurso a ferramentas manuais.

16/8 14:40 Accionados Aviões Bombardeiros Médios Anfíbios.

16/8 16:00 (informação não oficial) Incêndio vai em direcção á aldeia de Castedo, com frente descontrolada.

16/8 17:28 Desmobilização dos Aviões Bombardeiros Médios Anfíbios.


16/8 17:30 Accionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.

16/8 17:52 Accionado Grupo de Reforço para Combate a Incêndios Florestais (GRIF).


16/8 19:00 - São mais de 300, os combatentes ás chamas no incêndio de Cabanas. O incêndio encontrava-se fisicamente entre 2 estradas, uma de acesso á Lousa e a outra de acesso á Vilariça. Durante a tarde ultrapassou esses limites sem que os Bravos Combatentes conseguissem controlar a sua fúria. As chamas aproximam-se das seguintes aldeias: Castedo, Vide e Horta da Vilariça, depois de passarem por Cabanas de Cima e Lousa. As frentes encontram-se de certa forma corcusncritas, mas não controladas. No local encontram-se dois Pelotões de Militares, 1 Equipa de Reconhecimento e Avaliação da Situação, 1 GRIF do Porto e grupos do GRIF de Aveiro.

16/8 20:40 Incêndio activo com 2 frentes em mato.


16/8 22:21 Incêndio activo com 2 frentes em mato.

16/8 22:48 Incêndio dominado.

Pumas Vão Ser Arranjados e Kamov´s Vendidos

Freixo de Espada à Cinta: Única Corporação de Bombeiros Sem Comunicações Desde as 19:00 de Segunda-feira

A única corporação de bombeiros de Freixo de Espada à Cinta está desde as 19:00 de segunda-feira sem qualquer tipo de comunicação, uma situação que se estende a todo o concelho, disse hoje à Lusa o comandante da corporação.

"Nem telefone fixo, nem via rádio, nem Internet nem através do SIRESP (sistema integrado das redes de emergência e segurança de Portugal). O único meio de comunicação disponível é o telemóvel de um bombeiro que tem como suporte a rede Vodafone", afirmou o comandante Sá Lopes.

O responsável queixou-se da dificuldade de acesso à PT para obter esclarecimentos sobre a situação.
Fonte: Expresso

Reacendeu o Incêndio em Moncorvo

16/8 10:15 Reactivação do incêndio às 07h34.


16/8 10:15 Comandante Operações Socorro (COS): Comandante Operacional Distrital de Bragança.

16/8 10:15 Mobilizado dois Pelotões de Militares para o Teatro de Operações (TO), para apoio à consolidação da extinção e vigilância activa pós-incêndio.

16/8 11:37 Accionado Helicóptero Bombardeiro Pesado Kamov.


16/8 13:30 Incêndio activo com 2 frentes em mato.

16/8 13:30 Incêndio a progredir em local de difícil acesso aos veículos de combate, estando o mesmo a ser efectuado com recurso a ferramentas manuais.

Especial Hotel21/2011 no CMA de Nogueira

Dominados incêndios no distrito de Bragança

Os bombeiros deram, esta terça-feira de madrugada, às 05:44, como dominado o incêndio que deflagrou na segunda-feira em Bronceda, no concelho de Mirandela, distrito de Bragança, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, escreve a Lusa.

Os 38 bombeiros deram como controlado o fogo, que tinha tido início às 20:40.

Às 06:30, mantinha-se activo o fogo em Cabanas de Cima, concelho de Torre de Moncorvo, que deflagrou às 14:55 de segunda-feira.

No terreno estavam 66 bombeiros apoiados por 19 veículos e o fogo ardia em duas frentes activas.

A Noite no Distrito de Bragança Foi Assim


Segundo o site da ANPC, pelo inicio da madrugada, este era o panorama nacional, mais propriamente, as ocorrências do distrito de Bragança. 

4 grandes incêndios fustigaram  Mirandela e Torre de Moncorvo. Também em Bragança um incêndio consumiu mato no Parque Natural de Montesinho, na localidade de França.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Evolução dos Incêndios em Moncorvo e Vila Flor




Ultima Hora: Grandes Incêndios Voltam ao Distrito

Um incêndio de grandes dimensões está a consumir mato com muita intensidade no concelho de Moncorvo na localidade de Cabanas de Cima. O incêndio está a porgredir em 3 frentes muito activas, segundo fontes no local.

Pelas 17h40 foram activados 2 aviões ligeiros anfíbios, e um helicóptero pesado Kamov. Também uma equipa GAUF se encontra no local. Também uma viatura de Comando e comunicações foi activada para o local. O Comandante das Operações de Socorro é o Comandante de Moncorvo.

Um outro incêndio está a queimar em Freixiel, Vila Flor. Além destes, já foram debelados pequenos focos noutros locais do distrito.

Também os meios aéreos estacionados no distrito de Bragança já acorreram a incêndios no distrito de Vila Real.

Incêndio de Formil - 12 Agosto

 Fotos: Carlos Machado - Incêndio Formil 12.08.2011

Felgueiras: Helicóptero de fogos choca contra cabos de alta tensão

Um helicóptero que transportava, anteontem à tarde, seis elementos de um Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), dirigia-se para combater um fogo em Felgueiras e teve que aterrar de emergência após chocar contra cabos de alta tensão.

O pânico instalou-se entre os elementos dos GIPS que, por momentos, chegaram a temer que o helicóptero caísse. O piloto acabou por conseguir controlar a situação, tendo aterrado o aparelho em segurança.

O incidente ocorreu anteontem às 16h15. Os elementos do GIPS viajavam no helicóptero que os iria deixar numa zona de mato, onde momentos antes tinha deflagrado um incêndio, que entretanto tinha já atingido grandes proporções e que estava muito perto da população.

Ao que tudo indica, o piloto não se terá apercebido da presença dos cabos de alta tensão, e as hélices do helicóptero acabaram por chocar contra os cabos de electricidade, levando-o a perder o controlo do aparelho por momentos.

"O embate foi violento, as hélices bateram nos cabos e o helicóptero abanou todo. Os elementos que seguiam no interior ficaram assustados, parecia mesmo que iam cair", explicou ao CM um colega dos elementos que seguiam no aparelho.
Fonte: CM

MDN, MAI, INCÊNDIOS E ASNEIRAS ESCUSADAS

Uma das primeiras intervenções do novel Ministro da Defesa (MDN), efectuada numa visita à Força Aérea (FA), foi a de perspectivar o regresso daquele Ramo militar ao combate aos incêndios florestais (IF).

A ideia é boa, apesar de requentada, e mereceu desde logo – e bem – um alerta do respectivo Chefe de Estado Maior, lembrando que tal desiderato não seria viável de um dia para o outro.

Como as pessoas em Portugal têm a memória curta por esquecimento ou conveniência, vamos tentar dilucidar, sucintamente, todo este imbróglio. Porque de um imbróglio se trata, apesar da aparente candura das palavras ministeriais.

O Governo tinha adquirido, em 1982, equipamentos com o acrónimo “MAFFS”, que foram adaptados aos aviões C-130, e que permitiam largar sobre os incêndios uma quantidade apreciável de uma calda retardante. Custaram, na altura, cerca de 200.000 contos.

Para além disto, na “época dos fogos” distribuíam-se pelo país meia dúzia de helicópteros AL III, que ficavam em alerta aos incêndios. Estes helicópteros tinham uma capacidade muito reduzida de actuação, pois apenas podiam transportar equipas até cinco elementos e largar um pequeno balde de água sobre o fogo.

Com o agravamento anual do número de fogos e área ardida, cada vez foi necessário alugar mais hélis e aviões a empresas privadas, o que gerou um negócio de muitos milhões.

Em 1997, durante o governo do Eng. Guterres, o Secretário de Estado da Administração Interna, Armando Vara, decidiu (presume-se que com o assentimento do MDN), retirar a FA do combate e prevenção aos IF. Tal decisão abriu o caminho para se vir a adquirir, mais tarde, meios aéreos para esta missão, que foram colocados na dependência do MAI.

A fundamentação para tudo baseou-se – como se encontra descrito em vários documentos – na pouca capacidade que a FA possuía para atacar os IF, já que as poucas aeronaves C-130 existentes (cinco, mais tarde seis), o reduzido número de tripulações e o número substancial de outras missões cometidas à esquadra, nunca ter permitido o uso simultâneo dos dois equipamentos MAFFS existentes, a que acrescia as limitações do AL III (para o fim a FA já tinha muitas dificuldades em comprar a calda, pois esta já estava adjudicada a terceiros).

Para além disto, referia-se, o Estado gastava muitos milhões de contos a alugar, sazonalmente, aviões e hélis, não era dono de nenhum e estava sujeito ao mercado.

Salvo melhor opinião, as principais razões que levaram à alteração da política governamental não têm nada a ver com a argumentação aduzida, ou tem pouco a ver. As razões, creio, radicam-se na “luta de capelinhas”; na proeminência que o MAI passou a ter sobre a Defesa; na paranóia em querer afastar os militares de tudo o que não tivesse exclusivamente a ver com a vida nos quartéis, substituindo-os por “boys e girls” – uma pecha insaciável dos partidos – e, também porque nos negócios a efectuar, a FA a Armada e o Exército não terem por hábito pagar comissões ou horas extraordinárias. Senão não teriam feito o disparate que fizeram que é sempre pago pelo contribuinte.

Tudo, aliás, tem resultado num desastre: os fogos não param, a legislação não é adequada, não há prevenção, há muitos acidentes com os bombeiros (os poucos que se apresentam dos cerca de 30.000 inscritos…), etc. Não se sabendo o que fazer com o que restava dos Guardas Florestais, nem como os enquadrar, resolveu-se incorporá-los na GNR que, por ser um corpo militar, é pau para toda a obra; e até se inventou um grupo especial de intervenção contra os fogos, dentro daquela corporação, cuja missão nada tem a ver com isto.

Em contrapartida nada se fez para reforçar os sapadores bombeiros que são os únicos profissionais em apagar fogos, em todo este âmbito…

Ora se tivesse havido boa mente na apreciação da situação, o que deveria ter sido feito era ter aumentado os meios da FA (já que eram insuficientes…) e, ou, dotá-la de meios apropriados que pudessem ser aproveitados noutro tipo de missões, de modo a rentabilizá-los todo o ano. Manter-se-ia, deste modo, os meios aéreos sob comando e controle centralizado (sem embargo da descentralização da execução), a serem operados por quem sabe e tem experiência e capacidade de os operar e manter.

Mas não, decidiu-se pegar no dinheiro – que pelos vistos nunca faltou no MAI – e ir-se inventar a pólvora, pois no nosso desgraçado país os últimos 30 anos têm sido um farró! E o “negócio dos Incêndios” lá continuou de vento em popa.

Constituiu-se mais um dos inúmeros grupos de trabalho (GT), que pulularam no país, como cogumelos, para se equacionar a coisa. As conclusões deste GT foram entregues, em 6 de Setembro de 2005 e daqui surgiu a EMA, Empresa de Meios Aéreos (de capitais públicos), na dependência do MAI.

Do plano inicial fazia parte a compra de hélis ligeiros (quatro) e pesados (seis) e aviões pesados (quatro). Mas continuava a advogar-se o aluguer de 20 (!) hélis e 14 (!) aviões ligeiros e médios. Afinal…

Só para se ter uma ideia da insanidade em que se caiu, em 2010 chegaram a operar, em simultâneo, 56 meios aéreos, o que representa 40% da totalidade das aeronaves do inventário da FA!

Acabou-se por só se adquirir os helicópteros, um negócio atribulado com a Rússia (os Kamov) e, ainda os AS350B3, da Eurocopter (tudo cerca de 54-56 Milhões de euros), e já não se adquiriram os aviões por não haver dinheiro. Os hélis chegaram entre Junho de 2007 e Março de 2008.

O intermediário foi a empresa Heli Portugal, a quem foi adjudicado, também, por cinco anos, a manutenção das aeronaves, o que vale 16 M euros/ano.

A chefia da FA ainda fez uma proposta, em finais de 2004, avançando com a ideia de uma esquadra de aviões tipo Canadair (oito a 10), de multiuso. Este avião tem a vantagem de já ter dado boas provas e ser operado por Marrocos, Espanha, França, Itália e Grécia, podendo-se equacionar uma futura “poole“ destes meios. Ficou, ainda, em aberto a hipótese de reconfiguração dos 10 SA 330 Puma existentes e em desactivação, mas aproveitáveis, apesar de não serem os ideais. Hoje estão à venda e não se lhes encontra comprador.

Não deixa de ser curioso notar, contudo, que a chefia da FA, entre 1997 e 2000, não se ter mostrado nada interessada na questão dos IF, nem nos “Canadair”.

A FA, com realismo militar, mas com falta de “perspicácia” política, sempre foi dizendo que necessitava de cinco anos para tudo estar operacional, o que logo foi aproveitado pelos políticos, como óbice pela falta de celeridade. Menos, certamente, por preocupação com os fogos, mas por estarem sempre de olho nas próximas eleições e no papelinho do voto…

É claro que a proposta ficou na gaveta da política e só não temos a certeza do grau de assertividade com que esta dama foi defendida. E devia tê-lo sido, não só pela FA mas pelo Conselho de Chefes.

E, assim, se avançou para a organização de uma empresa para operar helicópteros num organismo que sabia rigorosamente nada sobre tal “negócio”. O Estado Português tem destas coisas e é, como se sabe, rico.

Faltava agora decidir sobre o dispositivo, isto é, onde estacionar os meios. A Autoridade Nacional de Protecção Civil pretendia meios colocados em Loulé e S. Comba Dão (e outros locais) mas, para além disto, era necessária uma base central.

O MAI António Costa, ainda tentou colocá-los na antiga base de Tancos (que tem todas as infra-estruturas, espaço e está despido de meios aéreos, e para isso reuniu com os Chefes do Exército e da FA. A reunião correu mal (para variar), e nenhum acordo foi atingido.

Resultado, foi-se gastar uma nota gorda (cerca de 15M euros), a fazer uma “base” no aeródromo municipal de Ponte de Sor (a 50 km de Tancos…), que foi completamente remodelado.

Como houve dificuldades, no inicio, em recrutar pilotos para os “Kamov”, a EMA foi generosa e passou a oferecer 6000 euros/mês a um comandante, fora as alcavalas. Afinal só não há dinheiro é para os hélis dos Ramos, nem para aumentar o risco de voo dos pilotos militares… Para já não falar nos diferentes pesos e medidas, que o mesmo patrão (o Estado), usa para com os seus servidores.

Como ninguém, aparentemente, explicou com algum detalhe aos senhores do MAI, que operar meios aéreos não é propriamente o mesmo que colocar uma asa num carro de bombeiros, os custos da empresa não mais pararam de derrapar e o passivo já ultrapassa os 40 milhões, se é que se podem acreditar nas contas que por aí correm. Tentou-se,” in extremis” impor quotas de horas de voo à GNR, PSP, ANPC, SEF, IMTT, etc., o que tem gerado uma apreciável confusão.

E agora ninguém sabe o que fazer. Daí o anzol lançado pelo MDN.

A desintonia e os desencontros, entre MDN, MAI, bem como entre as principais entidades que têm andado ligadas a esta problemática, têm sido a regra

Os incêndios, esses, continuam a surgir por geração espontânea e fazem o seu percurso placidamente.

Deve ser das alterações climáticas.

Por: Ten. Cor. Piloto Aviador  João José Brandão Ferreira
in: http://novoadamastor.blogspot.com/2011/08/mdn-mai-incendios-e-asneiras-escusadas.html?spref=fb

Novo Incêndio Em Nogueira

Um novo incêndio deflagrou, na reincidente zona de Nogueira, junto á estrada da Serra de Nogueira. O incêndio deu-se pelas 16h30, e foram activados vários meios de combate a incêndios para o local.

O incêndio deu-se perto de uma outra zona queimada no dia 12, mas nada aponta para reacendimento. O fogo progrediu violentamente com intensidade alta, devido ao vento que se fazia sentir,  e também ás temperaturas acima dos 30º.

Um helicóptero com brigada dos GIPS da GNR foi activado em primeira intervenção, assim como 5 viaturas dos Bombeiros de Bragança.

O incêndio foi dominado passado 1 hora, e procedeu-se ao rescaldo durante mais de 2 horas.

O incêndio ainda andou perto de uma corriça, onde estava armazenada palha, mas os combatentes conseguiram criar segurança para o imovél.





Fotos: Carlos Machado