terça-feira, 15 de maio de 2012

Incêndio em Roubaix - França



Um morto, vários feridos. este é o resultado de um grave incêndio num prédio de 18 andares na localidade de Roubaix, França.
Ocorreu esta Segunda-feira à tarde e teve origem desconhecida.
Tudo começou no segundo andar e extendeu-se à decoração na lateral do edifício, altamente inflamável, e espalhou-se rapidamente por todo o edifício e atingindo as residências.




O fogo durou 2 horas e foi combatido por 105 bombeiros, que tiveram que efetuar operações de busca e salvamento em todos os 18 andares. No edifício habitavam 250 pessoas.
Várias pessoas sofreram inalação de fumo e uma necessitou internamento em estado grave.
Mais tarde o corpo de um homem foi descoberto num dos andares superiores.



Fonte: La Voix du Nord

Veja toda a história (em francês):
http://www.lavoixdunord.fr/actualite/L_info_en_continu/Metropole_Lilloise/2012/05/14/article_roubaix-un-incendie-en-cours-dans-une-to.shtml

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bombeiros de Sendim Organizam:



Liga Pede "Vassourada" na Proteção Civil

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses disse, este domingo, à agência Lusa que o Governo devia "desengordurar" e dar "uma vassourada" na Autoridade Nacional de Proteção Civil, que classificou como uma estrutura ultrapassada, burguesa e elitista.

"O problema dos bombeiros portugueses não está em si, está efetivamente numa estrutura ultrapassada, burguesa e elitista, que é da responsabilidade do senhor secretário de Estado, que é a Autoridade Nacional de Proteção Civil", afirmou Jaime Soares, numa reação às declarações à Lusa de Filipe Lobo D'Ávila.

O secretário de Estado da Administração Interna português declarou que os bombeiros voluntários têm de encontrar novas fórmulas de organização, avançando que o Governo está a trabalhar num novo modelo de financiamento.

Contactado pela Lusa, Jaime Soares afirmou que a própria Liga avançou com medidas de reestruturação, nomeadamente para tipificar o risco de incêndio em cada município e adaptar os recursos materiais e humanos à dimensão de cada concelho, em função dessa avaliação.

O secretário de Estado disse ser incontornável uma reestruturação, face à conjuntura que o país vive.

"Queremos uma nova lei de financiamento dos corpos de bombeiros, que não existe. Os bombeiros são praticamente trabalhadores do Estado gratuitamente e isso tem de acabar, o Estado se quer ter uma estrutura tem de a pagar, tem a ajudar a pagar", defendeu o presidente da Liga, incluindo neste financiamento os municípios.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considerou que o Governo devia começar por "desengordurar a Autoridade, dar uma vassourada na Autoridade, pôr pessoas competentes" na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

"Ela é que não tem sabido preparar toda uma estratégia que rentabilize todo este processo das associações e dos corpos de bombeiros e é essa que eu responsabilizo", afirmou.

Jaime Soares acrescentou que não pode responsabilizar apenas a ANPC porque "quem tem o poder político é o Governo, o Governo é que manda na Autoridade".

Afirmou que a LBP tem apresentado "coisas concretas" para este processo, no âmbito do grupo de trabalho criado, mas que não foram ainda obtidos resultados: "Ainda ontem [sábado] essa reunião não se realizou por falta dos elementos da Secretaria de Estado".

Segundo o secretário de Estado, a reestruturação poderá passar pela aposta de forças e respostas conjuntas, nomeadamente corpos de bombeiros do mesmo concelho ou de concelhos contíguos terem, do ponto de vista operacional, uma sinergia de meios materiais e humanos.

"Há uma coisa que o senhor secretário de Estado tem de saber, de uma vez por todas: ele só tutela os corpos de bombeiros, não tutela as associações e, dentro deste princípio, há que manter o diálogo aberto e transparente", referiu Jaime Soares.
Fonte: JN
A fase "Bravo" de combate a incêndios florestais começa na terça-feira com mais de seis mil bombeiros operacionais, num ano atípico em que a área ardida já é cinco vezes superior à registada no período homólogo em 2011.

Durante a fase "Bravo", a segunda mais critica no combate e que se prolonga até 30 de junho, vão estar operacionais 6.271 homens, 1.577 veículos, 28 meios aéreos e 70 postos de vigia, segundo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para este ano.

Dos vários agentes que estão no terreno fazem parte bombeiros, elementos da Força Especial de Bombeiros (Canarinhos), do Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS) e do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, elementos da PSP, da Autoridade Florestal Nacional e do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, além dos operacionais da associação de produtos florestais AFOCELCA.

De acordo com o DECIF, os meios aéreos, da responsabilidade da Empresa de Meios Aéreos (EMA), vão aumentando ao longo da fase "Bravo", começando com sete até 31 de maio, aumentando para 24 até 15 de junho, chegando depois aos 28.

O Ministério da Administração Interna (MAI) garante que na fase "Bravo", a segunda de três que envolve um maior número de meios de combate aos fogos, haverá um reforço do dispositivo em relação a 2011, principalmente dos meios aéreos, que passam de 24 para 28.

A época mais crítica de incêndios florestais, a fase "Charlie", começa a 1 de julho, prolongando-se até 30 de setembro, e envolve 9.327 operacionais, 1.310 viaturas, 44 meios aéreos e 237 postos de vigia.

A fase "Bravo" começa com mais incêndios e hectares de floresta ardida em relação a período homólogo nos últimos 10 anos, existindo apenas registo na Autoridade Florestal Nacional (AFN) desde 2002.

O último resumo estatístico provisório de dados de incêndios florestais indica que entre 1 de janeiro e 30 de abril se registaram 10.160 fogos, cerca de quatro vezes mais do que no mesmo período de 2011, quando deflagraram 2.830.

O relatório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) refere que os 10.160 incêndios deflagraram sobretudo em fevereiro (4.093) e março (4.668).

Os dados mostram que em fevereiro e março registaram-se mais incêndios florestais do que em agosto do ano passado (3.982).

Segundo a AFN, os fogos consumiram, nos primeiros quatro meses do ano, 33.019 hectares de floresta, cinco vezes mais do que no mesmo período de 2011, em que a área ardida se situava nos 6.406.

Em março foram consumidos 20.908 hectares de floresta e em abril 11.197.

A maior área ardida registou-se nos distritos de Braga e Bragança, enquanto o maior número de fogos se registou no Porto e em Viseu.

Nos primeiros três meses do ano, a GNR deteve 75 pessoas por suspeita de fogo posto em floresta e pela utilização indevida de fogo e identificou 223, segundo o MAI.
Fonte: JN

Governo “receptivo” para criar novo modelo de financiamento dos bombeiros

Miguel Macedo diz que a segurança e a protecção civil são áreas “em que não se devem fazer cortes”O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou este domingo que o Governo está “receptivo” para trabalhar em conjunto com a Liga Portuguesa de Bombeiros num “novo modelo de financiamento” das corporações.

Em Vila Verde para a inauguração da Unidade Local de Formação de Bombeiros, Miguel Macedo esclareceu que os “ajustamentos” na área da Protecção Civil que o Governo está a equacionar “não põem em causa as corporações voluntárias”.

Em declarações hoje à Lusa, o presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros, Jaime Soares, aconselhou o Governo a “dar uma vassourada” na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) reagindo às palavras do secretário de Estado da Administração Interna, que disse que os bombeiros voluntários têm de encontrar novas fórmulas de organização.

Segundo o ministro, “o Governo está receptivo a trabalhar em conjunto com a liga de bombeiros num novo modelo de financiamento das corporações”, admitindo também a “necessidade de fazer ajustamentos na área da protecção civil”.

Como exemplo destes ajustamentos, Macedo apontou a extinção da empresa de meios aéreos que, lembrou, o governo vai “operar em conjunto com o ministério da Saúde e os meios da proteção civil e de socorro de emergência médica”.

Confrontado com as declarações de Jaime Soares, que aconselhou ao Governo uma “vassourada” na ANPC, Miguel Macedo considerou que o uso de “expressões fortes não resolve nada”.

Até porque, afirmou, o “processo de discussão” entre Liga e Governo, assim como outras entidades, “tem andando bem e com frutos”.

Ainda sobre as declarações de Jaime Soares, o ministro afirmou que o seu papel é “encontrar soluções” e não “contribuir com gasolina para um incêndio alheio”.

Isto porque, admitiu o governante, “houve sempre alguma tensão entre a estrutura nacional de Protecção Civil e os bombeiros”.

Reafirmando que o Governo “assume” as áreas de segurança e protecção civil como uma área “em que não se devem fazer cortes”, o ministro voltou a apontar a “racionalização de estruturas” como linha orientadora da reforma que está a ser preparada.

No entanto Miguel Macedo escusou-se a adiantar mais detalhes sobre a referida reforma. “Vou apresentar o trabalho feito quando ele tiver todo estruturado, acho que é assim que deve ser feito”, disse.
Fonte:Publico

domingo, 13 de maio de 2012

Discussão de trânsito acaba em tiros e dois feridos graves em Bragança

Uma discussão que terá começado num desentendimento de trânsito, esta noite, em Bragança, terminou com o condutor de uma das viaturas baleado e uma mulher atropelada.

O incidente aconteceu no bairro da Coxa, e acabou com tiros disparados do interior de uma viatura, que perseguia outra, de acordo com algumas testemunhas, ferindo gravemente o condutor do outro carro, que se despistou, depois de embater num caixote do lixo e num poste telefónico. Do incidente resultou ainda ferida com gravidade uma mulher de 58 anos, atingida por caixote do lixo, projectado pelo carro em despiste.

O alerta para os Bombeiros de Bragança foi dado pelo CODU Norte, para um atropelamento. Activada uma ambulância de socorro, a equipa da mesma deparou-se com mais um ferido, o condutor do carro. Foi tentada uma passagem de dados para o CODU, cumprindo o estipulado pelo INEM, mas não houve atendimento por parte dos operadores daquele centro. Assim sendo, mais uma ambulância de socorro foi activada para o local directamente para a central dos Bombeiros de Bragança. Depois de novas tentativas de contacto para pedido de apoio diferenciado, ou seja, a presença de um médico do INEM no local, as chamadas eram atendidas pelo CODU Centro, mas para a activação de meios teria de ser o CODU Norte  a fazer, mas as chamadas não foram atendidas.

Ao que o CBBraganca apurou o CODU Norte, não têm tido mãos a medir para o grande fluxo de chamadas que está a receber, possivelmente devido a um grande evento estudantil que se realiza no Porto. Este constragimento têm-se prolongado pela madrugada fora. 

Os feridos foram transportados para a Unidade Local de Saúde de Bragança, encontrando-se o condutor no serviço de Cirurgia, onde foi intervencionado por equipa médica e com prognóstico reservado. A mulher de 58 anos, com muitos traumatismos acabou por ser evacuada de helicóptero para um hospital do Porto.

O alegado autor dos disparos já foi identificado e detido pela PSP no perímetro urbano da cidade de Bragança.







sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fátima: INEM pode atender até 600 peregrinos por dia

É a primeira vez que o Instituto utiliza o módulo básico do seu hospital de campanha


O Instituto de Emergência Médica (INEM) instalou em Fátima um hospital de campanha com capacidade para 600 pessoas para apoio aos peregrinos de 12 e 13 de Maio.

«É o equivalente à capacidade de urgências do Hospital Santa Maria [Lisboa]», exemplificou o presidente do INEM, Miguel Sousa de Oliveira, em declarações à Lusa.

O hospital de campanha recebeu esta sexta-feira a visita do secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa.

«A capacidade de doentes depende da gravidade», mas «no global, e em média, é possível garantir a assistência a cerca de 30 doentes por hora», disse o presidente do INEM.

No final da visita ao hospital de campanha, o secretário de Estado frisou que o importante «é transmitir às pessoas que podem vir [a Fátima] fazer as suas orações, na certeza de que estão perfeitamente protegidas do ponto de vista da saúde».

Fernando Leal da Costa explicou que o dispositivo montado revela «a capacidade [de resposta] do Ministério da Saúde em situação de eventual catástrofe e, neste caso, de apoio a grandes multidões que se deslocam, neste caso, à peregrinação a Fátima».

Esta é a primeira vez que o INEM utiliza em situação real o módulo básico do seu hospital de campanha, que corresponde às exigências de um Serviço de Urgência Básico da Rede de Serviços de Urgência.

Os milhares de peregrinos vão ter à sua disposição nesta estrutura três médicos, quatro enfermeiros, quatro técnicos de ambulância de emergência e um psicólogo, com recurso a exames complementares de diagnóstico (radiografia convencional, ecografia e análises clínicas básicas), capacidade para a realização de pequenas cirurgias e manobras de reanimação (suporte avançado de vida).

O dispositivo está instalado no Colégio São Miguel, que possui um acesso rodoviário direto para o Santuário de Fátima, estando vedada a circulação automóvel para garantir as operações necessárias numa situação de emergência.

O hospital de campanha é acionado em situações de catástrofe ou calamidade (de origem natural ou tecnológica) e em caso de ataque terrorista ou acidente multi-vítimas.

Fonte: tvi24/ PB

Fogos de inverno e conservação da natureza na Serra de Montesinho

Por: João Azevedo, Felícia Fonseca,
Paulo Cortez e Maria Alice Pinto

CIMO – Centro de Investigação de Montanha, ESA,
Instituto Politécnico de Bragança
Fotos:P.Ferro

Um incêndio consumiu cerca de 900 ha de matos no planalto da Serra de Montesinho nos últimos dias de Fevereiro de 2012. O fogo teve origem em Espanha (Calabor) tendo progredido para o território português onde acabou por consumir uma área considerável durante dois dias.

Os fogos de inverno são habitualmente de baixa intensidade/severidade e consomem áreas pequenas. Considerando adicionalmente a época do ano em que ocorrem, estes fogos não têm usualmente impactos negativos muito significativos na flora, fauna, solo ou água. Em muitos aspetos são mesmo positivos. Permitem reduzir o risco de incêndio uma vez que criam descontinuidades na vegetação permitindo reduzir a intensidade, velocidade e área ardida dos fogos que venham a ocorrer no verão. Contribuem ainda para a dinâmica de processos importantes para os ecossistemas e para a biodiversidade como o aumento da mobilidade de nutrientes na paisagem e a criação de áreas abertas utilizadas por diversas espécies da fauna e da flora, incluindo as espécies domésticas.

As condições meteorológicas em que decorreu o fogo na Serra de Montesinho foram algo anormais para esta época do ano. A precipitação foi muito baixa em Janeiro e praticamente nula em Fevereiro e a temperatura máxima do ar aumentou subitamente no final de Fevereiro ultrapassando os 20ºC em Bragança. A vegetação viva e o solo apresentavam assim humidade muito baixa. Adicionalmente existe nesta parte da Serra de Montesinho uma quantidade considerável de biomassa morta de plantas anuais e vivazes. Nestas condições, o fogo liberta muita energia e propaga-se rapidamente. O comportamento do fogo foi ainda influenciado por ventos fortes que se fizeram sentir durante estes últimos dias de Fevereiro, particularmente durante a noite.

Apesar das condições meteorológicas excepcionais em que decorreu, o fogo de Montesinho teve, em geral, um intensidade/severidade baixa relativamente à que poderia ter tido se tivesse ocorrido no verão. Consumiu uma área grande e por isso tem um impacto visual muito elevado após o incêndio. Apesar de não termos feito uma avaliação no local, prevemos que os impactos ecológicos sejam pouco significativos. A flora não deve ser afetada devido às estratégias que as plantas adotam em áreas de altitude como estas, evitando estar ativas no inverno quando a temperatura do ar atinge valores muito baixos. Os animais nesta época do ano também não são tão vulneráveis por serem mais móveis. A estrutura do solo foi afetada à superfície mas pelo facto de o relevo ser pouco acidentado e porque em Março e Abril deste ano a precipitação foi escassa, não devem ocorrer perdas muito significativas de solo ou cinzas por erosão hídrica. Podem ocorrer, contudo, perdas por erosão eólica. Como o fogo não chegou à área de drenagem da barragem da Serra Serrada a qualidade da água superficial não deve ser afetada. Os impactos negativos mais significativos deste incêndio, no nosso entender, para além do impacto visual já referido, são a libertação de carbono para a atmosfera e a eliminação da heterogeneidade da paisagem criada naturalmente ao longo dos últimos anos nesta área. Achamos, contudo, que esses impactos são temporários e poderão ser anulados num período de 2 a 3 anos. Houve ainda um impacto económico negativo deste incêndio por ter implicado custos no seu combate.

Achamos que este fogo na Serra de Montesinho, apesar da sua dimensão e forte impacto visual imediato, terá efeitos negativos negligenciáveis na fauna, flora, solo e água mesmo tendo ocorrido em condições quase extremas para esta época do ano. Os efeitos de um fogo desta dimensão durante o verão teriam sido consideravelmente superiores aos que prevemos que ocorram neste caso.

Os fogos de inverno são importantes para a manutenção do mosaico paisagístico em áreas de montanha e assegurar o funcionamento ecológico destes territórios. Tal é particularmente relevante num período em que estas áreas se alteram rapidamente por redução ou abandono das atividades humanas. Na aldeia de Montesinho, por exemplo, já não há rebanhos e a perturbação humana nos ecossistemas da Serra é atualmente muito baixa. Este abandono favorece a acumulação de cargas muito elevadas de combustíveis em grandes extensões criando assim condições para a ocorrência de fogos de grande severidade no futuro e com fortes impactos nos ecossistemas e na biodiversidade. Muitas das áreas afetadas por este processo foram classificadas nos anos 70 pelo Estado português como áreas de conservação da natureza devido ao valor natural e cultural da paisagem. A manutenção da heterogeneidade dessa paisagem e das condições que levaram à sua classificação na ausência de perturbação humana fá-las depender cada vez mais da ocorrência de fogos de inverno. Tal não significa, no entanto, que se defenda a proliferação indiscriminada e desgovernada de fogos de inverno. Tal seria igualmente crítico em termos ambientais, com tendência a piorar no futuro com a acumulação de efeitos e ainda como resultado de alterações climáticas. O desejável seria a condução de fogos de inverno em condições controladas que permitissem criar um padrão mais ajustado aos objetivos de conservação desta área reduzindo simultaneamente o risco de incêndios de verão. A técnica é conhecida e aplicada em muitas regiões do mundo com elevado sucesso e Portugal dispõe de técnicos qualificados para o seu uso. Existem assim condições para a implementação de esquemas de fogo controlado nesta área pelos motivos já enunciados mas também como forma de reduzir os custos associados à supressão do fogo que são tanto mais elevados quanto mais dependem do combate e menos da prevenção.

Um incêndio consumiu cerca de 900 ha de matos no planalto da Serra de Montesinho nos últimos dias de Fevereiro de 2012. O fogo teve origem em Espanha (Calabor) tendo progredido para o território português onde acabou por consumir uma área considerável durante dois dias.

Os fogos de inverno são habitualmente de baixa intensidade/severidade e consomem áreas pequenas. Considerando adicionalmente a época do ano em que ocorrem, estes fogos não têm usualmente impactos negativos muito significativos na flora, fauna, solo ou água. Em muitos aspetos são mesmo positivos. Permitem reduzir o risco de incêndio uma vez que criam descontinuidades na vegetação permitindo reduzir a intensidade, velocidade e área ardida dos fogos que venham a ocorrer no verão. Contribuem ainda para a dinâmica de processos importantes para os ecossistemas e para a biodiversidade como o aumento da mobilidade de nutrientes na paisagem e a criação de áreas abertas utilizadas por diversas espécies da fauna e da flora, incluindo as espécies domésticas.

As condições meteorológicas em que decorreu o fogo na Serra de Montesinho foram algo anormais para esta época do ano. A precipitação foi muito baixa em Janeiro e praticamente nula em Fevereiro e a temperatura máxima do ar aumentou subitamente no final de Fevereiro ultrapassando os 20ºC em Bragança. A vegetação viva e o solo apresentavam assim humidade muito baixa. Adicionalmente existe nesta parte da Serra de Montesinho uma quantidade considerável de biomassa morta de plantas anuais e vivazes. Nestas condições, o fogo liberta muita energia e propaga-se rapidamente. O comportamento do fogo foi ainda influenciado por ventos fortes que se fizeram sentir durante estes últimos dias de Fevereiro, particularmente durante a noite.

Apesar das condições meteorológicas excepcionais em que decorreu, o fogo de Montesinho teve, em geral, um intensidade/severidade baixa relativamente à que poderia ter tido se tivesse ocorrido no verão. Consumiu uma área grande e por isso tem um impacto visual muito elevado após o incêndio. Apesar de não termos feito uma avaliação no local, prevemos que os impactos ecológicos sejam pouco significativos. A flora não deve ser afetada devido às estratégias que as plantas adotam em áreas de altitude como estas, evitando estar ativas no inverno quando a temperatura do ar atinge valores muito baixos. Os animais nesta época do ano também não são tão vulneráveis por serem mais móveis. A estrutura do solo foi afetada à superfície mas pelo facto de o relevo ser pouco acidentado e porque em Março e Abril deste ano a precipitação foi escassa, não devem ocorrer perdas muito significativas de solo ou cinzas por erosão hídrica. Podem ocorrer, contudo, perdas por erosão eólica. Como o fogo não chegou à área de drenagem da barragem da Serra Serrada a qualidade da água superficial não deve ser afetada. Os impactos negativos mais significativos deste incêndio, no nosso entender, para além do impacto visual já referido, são a libertação de carbono para a atmosfera e a eliminação da heterogeneidade da paisagem criada naturalmente ao longo dos últimos anos nesta área. Achamos, contudo, que esses impactos são temporários e poderão ser anulados num período de 2 a 3 anos. Houve ainda um impacto económico negativo deste incêndio por ter implicado custos no seu combate.

Achamos que este fogo na Serra de Montesinho, apesar da sua dimensão e forte impacto visual imediato, terá efeitos negativos negligenciáveis na fauna, flora, solo e água mesmo tendo ocorrido em condições quase extremas para esta época do ano. Os efeitos de um fogo desta dimensão durante o verão teriam sido consideravelmente superiores aos que prevemos que ocorram neste caso.

Os fogos de inverno são importantes para a manutenção do mosaico paisagístico em áreas de montanha e assegurar o funcionamento ecológico destes territórios. Tal é particularmente relevante num período em que estas áreas se alteram rapidamente por redução ou abandono das atividades humanas. Na aldeia de Montesinho, por exemplo, já não há rebanhos e a perturbação humana nos ecossistemas da Serra é atualmente muito baixa. Este abandono favorece a acumulação de cargas muito elevadas de combustíveis em grandes extensões criando assim condições para a ocorrência de fogos de grande severidade no futuro e com fortes impactos nos ecossistemas e na biodiversidade. Muitas das áreas afetadas por este processo foram classificadas nos anos 70 pelo Estado português como áreas de conservação da natureza devido ao valor natural e cultural da paisagem. A manutenção da heterogeneidade dessa paisagem e das condições que levaram à sua classificação na ausência de perturbação humana fá-las depender cada vez mais da ocorrência de fogos de inverno. Tal não significa, no entanto, que se defenda a proliferação indiscriminada e desgovernada de fogos de inverno. Tal seria igualmente crítico em termos ambientais, com tendência a piorar no futuro com a acumulação de efeitos e ainda como resultado de alterações climáticas. O desejável seria a condução de fogos de inverno em condições controladas que permitissem criar um padrão mais ajustado aos objetivos de conservação desta área reduzindo simultaneamente o risco de incêndios de verão. A técnica é conhecida e aplicada em muitas regiões do mundo com elevado sucesso e Portugal dispõe de técnicos qualificados para o seu uso. Existem assim condições para a implementação de esquemas de fogo controlado nesta área pelos motivos já enunciados mas também como forma de reduzir os custos associados à supressão do fogo que são tanto mais elevados quanto mais dependem do combate e menos da prevenção.
O cbbraganca fica imensamente grato aos autores deste artigo pela amabilidade e  disponibilidade na elaboração deste artigo.


Curiosidade: Qual é a aldeia, em Portugal, onde o sol nasce primeiro?

Curiosidade: Qual é a aldeia, em Portugal, onde o sol nasce primeiro?
A aldeia de Paradela é o lugar mais oriental de Portugal, a primeira localidade onde nasce o Sol neste país. Paradela é uma freguesia portuguesa do concelho de Miranda do Douro, com 13,84 km² de área e 165 habitantes (2001), encontrando-se a cerca de 16 km da sede de concelho, 70 quilómetros a sul de Bragança.

I Passeio TT "Por Trilhos de Mondim"

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Poema aos Bombeiros Peregrinos

Amigos,companheiros,
que com fé estais de jornada,
sede fortes,sois Bombeiros,
não temais a caminhada.

Nossa Senhora e Santa Mãe,
vos protege sempre agora,
corajosos como ninguem,
chegareis em boa hora.

já avistais o Santuário,
cheios de fé e de esperança,
força,é o fim do cálvario´
sois Bombeiros de Bragança.


Um abraço do Manuel Bombeiro.

Diário da Peregrinação - Dia 10

Dia 10- Conceição - Fátima

Partida - 6h20 ( Conceição)
Chegada a Fátima - 9h15
 
 

Diário da Peregrinação - Dia 9

Dia 9- Fonte do carvalho - Conceição

Partida - 7h15 ( Fonte do Carvalho)
Pequeno almoço- 9 h
Saida- 9h40
Parada para Almoço - 12h (Granja)
Partida- 14h10
Chegada 18h10 -Conceição
Jantar-21h ( Casa da D. Jacinta e Domingos em Caxarias )
Dormida - (Casa da D. Jacinta e Domingos em Caxarias)

Dia 10 - Previsão de chegada a Fátima- 10h30

Oração do Peregrino

Senhor,
Que mandas-te sair Abraão da sua terra,
E o defendeste em todos os caminhos
Que acompanhas-te o Teu povo, errante no deserto
Que nos deste, nas visitas de Jesus, Teu Filho,
A cidade santa de Jesusalém,
Um modelo para as nossas peregrinações
Concede-nos a Tua proteção.
Ao longo de toda a viagem que vamos iniciar
Sê para nós
A sombra que protege do Sol
O agasalho que protege do frio
O Abrigo que resguarda da chuva e da intempérie
Anima-nos no cansaço
Socorre-nos nas dificuldades
Livra-nos dos perigos.
Ensina-nos a aceitar a penitência da viagem,
A sair do egoismo para fazer comunidade,
A ver-Te na beleza do mundo,
A amar-Te nos homens, nossos irmãos,
Ensina-nos a desculpar, a compreender,
A sorrir e a ajudar,
Guiados por Ti, atingiremos o nosso fim
E reconfortados pela tua graça
Regressaremos sãos e salvos
Aos nossos lares e ao nosso trabalho.
Confiamos em Ti, caminharemos todos no céu.

Ámen.

 


Previsão Meteoiberia.com- Estado do tempo até 20 de Maio 2012

Na próxima fase de Lua Nova (neste momento estamos a chegar ao Quarto Minguante) iremos lentamente assistir a uma continuação do tempo quente até Domingo 13, isto porque a instabilidade e alguma frescura de Norte poderão interromper os sorrisos de toda a gente. Altura de prevenir pragas já que, se depois do calor, a humidade e frescura se instalam, as pragas e doenças também…

De assinalar, as grandes amplitudes térmicas e oscilações na temperatura, o Vento de Norte no início da próxima semana e alguma frescura.

Resumindo, para já um regresso do Sol, mas com uma amostra de algum calor fora de época, depois alguma turbulência no ar susceptível de deitar mais uns frutos abaixo.
“Chovam 30 Maios e não chova um em Junho! ”

Assim iremos ter:

Dia 11 – 6ª feira
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu pouco nublado ou limpo em todo o território, embora possa ficar temporariamente muito nublado durante a tarde, onde existe a possibilidade remota de ocorrência de trovoadas no Interior Norte. Espera-se ainda a formação de nevoeiros nos locais abrigados e em especial no Interior e uma ligeira subida das temperaturas.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
11 a 19ºC 25 a 35ºC
Vento fraco de Variável (<20km/h)

Dia 12 – Sábado
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu pouco nublado ou limpo em todo o território, embora possa ficar temporariamente muito nublado durante a tarde, onde existe a possibilidade remota de ocorrência de trovoadas no Interior Norte e Centro. Espera-se ainda a formação de nevoeiros nos locais abrigados e em especial no Interior.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
13 a 21ºC 24 a 35ºC
Vento moderado de Nordeste (20 a 30 km\h, soprando com rajadas até 60km nas terras altas)

Dia 13 - Domingo
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu pouco nublado ou limpo em todo o território, embora possa ficar temporariamente muito nublado durante a tarde, onde existe a possibilidade remota de ocorrência de trovoadas, em especial no Interior Norte e Centro.
Espera-se ainda a formação de nevoeiros nos locais abrigados.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
15 a 22ºC 26 a 36ºC
Vento fraco variável (20 a 30 km\h, soprando com rajadas em regime Nortada no Litoral Oeste a partir da tarde)

Dia 14 – 2ª Feira
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu pouco nublado em todo o território. Espera-se ainda a formação de nevoeiros nos locais abrigados e em especial no Interior.
Espera-se ainda, uma descida das temperaturas em especial no litoral a Norte do Tejo.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
13 a 19ºC 22 a 34ºC
Vento fraco variável(20 a 30 km\h, soprando com rajadas em regime Nortada no Litoral Oeste a partir da tarde)

Dia 15 – 3ª Feira
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu pouco nublado em todo o território. No entanto a partir da tarde poderá ficar temporariamente nublado por nuvens altas, onde existem condições favoráveis ocorrência de trovoadas nas regiões do Interior Norte. Espera-se ainda a formação de nevoeiros nos locais abrigados e em especial no Interior.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
12 a 19ºC 22 a 33ºC
Vento fraco de Oeste (20 a 30 km\h, soprando com rajadas em regime Nortada no Litoral Oeste a partir da tarde)

Dia 16 – 4ª Feira
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu pouco nublado em todo o território. No entanto a partir da tarde poderá ficar temporariamente muito nublado, onde existem condições favoráveis ocorrência de trovoadas nas regiões do Interior. Espera-se ainda a formação de nevoeiros nos locais abrigados e em especial no Interior. Espera-se ainda, uma descida das temperaturas em especial no litoral a Norte do Tejo.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
11 a 18ºC 21 a 31ºC
Vento fraco de Oeste(20 a 30 km\h, soprando com rajadas em regime Nortada no Litoral Oeste a partir da tarde)

Dia 17 – 5ª Feira
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu muito nublado em todo o território, com a probabilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca para ao fim do dia no Minho e Douro Litoral. Espera-se ainda, uma descida das temperaturas.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
10 a 16ºC 17 a 29ºC
Vento fraco de Noroeste(20 a 30 km\h, soprando com rajadas em regime Nortada no Litoral Oeste a partir da tarde)

Dia 18 – 6ª feira
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu muito nublado em todo o território, com a probabilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca, em especial no Minho e Douro Litoral.
Espera-se ainda, uma descida das temperaturas.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
09 a 14ºC 14 a 24ºC
Vento fraco de Noroeste (<20km/h)

Dia 19 – Sábado
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu muito nublado em todo o território, onde existe a possibilidade de ocorrência de aguaceiros acompanhados por trovoadas. Espera-se ainda, uma descida das temperaturas.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
08 a 12ºC 12 a 23ºC
Vento moderado de Sudoeste (20 a 30 km\h, soprando com rajadas até 50km nas terras altas)

Dia 20 - Domingo
Prevê-se de um modo em geral, períodos de céu muito nublado em todo o território, onde existe a possibilidade de ocorrência de aguaceiros acompanhados por trovoadas.
TMín. TMáx. Temperatura (Território N ->S)
05 a 12ºC 12 a 22ºC
Vento moderado de Sudoeste (20 a 30 km\h, soprando com rajadas até 60km nas terras altas)

Estas previsões estarão sujeitas a eventuais alterações, pelo que se deverá verificar a ocorrência das mesmas, visto tratarem-se de tendências de estado de tempo, que são distribuídas no intuito de serem úteis, mas sem qualquer garantia; nem sequer a garantia de mercantilidade ou aplicação a qualquer objectivo em particular.

Melhores cumprimentos,
Autor: Mário Marques
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Diário da Peregrinação - Dia 8

Dia 8- Poiares- Ansião


Partida - 7h10 ( Poiares)

Pequeno almoço- 9 h (Lousã)

Saida- 9h40

Parada para Almoço - 11h40 (Miranda do Corvo)

Partida- 13h40

Chegada 18h -Fonte Carvalho

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião)

Dormida - (Quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião)

Dia 9-saída prevista para as 7h

Diário: Ao contrário de todos os outros dias anteriores este foi com muito sol e muito calor, bastante duro. Mas conseguimos chegar ao Corpo de Bombeiros de Ansião. Onde como já vem sendo hábito depois de jantar vamos todos para o local de dormida e descansamos, é nesta hora que a nossa Enfermeira Cátia nos faz todos os cuidados necessários que sem os quais eu (Filomena) seria muito mais difícil chegar ao meu destino.

Um abraço a todos

Diário da Peregrinação - Dia 7

Dia 7- Espariz- Poiares


Partida -8h ( Espariz )

Pequeno almoço- 9h35 (Senhora da Serra)

Saida- 10h

Parada para Almoço -12h20 (Sobreira)

Partida- 14h20

Chegada - 17h12 (Poiares )

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros de Vila Nova de Poiares )

Dormida - (Quartel dos Bombeiros de Vila Nova de Poiares)

Dia 8- Partida às 7h

Diário:
Mais um dia chuvoso, conseguimos chegar a Vila Nova de Poiares onde fomos muito bem recebidos no respetivo Corpo de Bombeiros pelo Sr. Comandante.


Como poderão verificar pelas fotos que vão em anexo.

Clima Influência Tropical Marítimo

Uma massa de ar muito quente e húmido- ar tropical marítimo- transportada numa corrente de sudoeste será responsável por uma subida acentuada da temperatura do ar em Portugal continental no período de 09 a 13 de maio.

A temperatura irá subir já a partir de hoje, atingindo valores da ordem dos 30ºC dia 10, na região Sul e Vale do Tejo, valores que se deverão manter para os dias 11 e 12, nas regiões do interior Norte e Centro.

A influência desta massa de ar húmido, dará origem à ocorrência de nebulosidade, em especial alta, e de neblinas ou nevoeiros matinais mais prováveis no litoral Norte e Centro.

Hoje dia 9, a região Norte deverá ainda ser atingida por uma perturbação frontal de fraca atividade, pelo que se prevê possibilidade de ocorrência de chuva fraca até ao final da manhã.

A partir do dia 14 prevê-se uma descida gradual de temperatura.
IM
Foto_M.Mineiro

terça-feira, 8 de maio de 2012

Diario da Peregrinação - Dia 6

Dia 6- Seia - Espariz

Partida - 7h30 ( Cruzamento da Seia )

Pequeno almoço- 9 h (Torrozelo)

Saida- 9h45

Parada para Almoço - 12h10 (Oliveira do Hospital)

Partida- 14h00

Chegada -18h Cruzamento de Espariz

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros de Tábua)

Dormida - ( Quartel dos Bombeiros de Tábua)


Dia 7- Partida às 8h


Diário: 6-5-2012
Mais uma etapa até hoje talvez tenha sido a mais difícil (penso eu Filomena) mas a coragem e a boa disposição, a paciência do nosso a apoio faz-nos esquecer estas adversidades. Hoje tivemos uma agradável surpresa o nosso Comandante veio ter connosco junto de Tábua, o corpo de bombeiros onde estamos alojados hoje como sempre muito bem recebidos, realmente somos mesmo uma Grande Família os Bombeiros.

Um abraço para todos



Diario da Peregrinação - Dia 5

Dia 5- Celorico da Beira- Seia


Partida - 7h45 ( Cruzamento de Celorico da Beira )

Pequeno almoço- 9 h40 (Cortizô da Serra)

Saída- 10h05

Almoço - 12h06 (Vila Cortês)

Partida- 14h10

Chegada - 18h50 (Seia)

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros de Seia)

Dormida - ( Quartel dos Bombeiros de Seia )
* Pausas de 2 em 2 horas para descansar, beber e comer

Diario:Quinto dia a mesma disposição de sempre a receção nos bombeiros de Seia foi como já é apanágio desta grande família

Deixamos todo um grande abraço para todos.


Barragem da Serra Serrada já tem água

Bragança já tem água para o Verão. A única reserva de água da cidade, a barragem da Serra Serrada, em Montesinho, está cheia. Por isso, de acordo com o vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, “a alimentação à cidade está a ser feita através das linhas de água do Porto Sabor”.“As linhas afluentes ao canal são suficientes para as necessidades. Até há pouco tempo encontrávamo-nos num nível três de seis de um plano de emergência. Neste momento, estamos num cenário um, e o sistema de abastecimento do Alto Sabor tem sido suficiente”, explica.No entanto, mesmo com a chuva que se fez sentir no último mês, , Rui Caseiro realça que poderá haver problemas depois do Verão. “Se as condições meteorológicas assim continuarem, estaremos numa situação ainda melhor. Se tudo correr bem, temos reservas para o Verão. Mas como a capacidade de armazenamento é insuficiente, a haver problemas haverá depois do Verão”, diz Caseiro.

Por isso, a autarquia continua a trabalhar no plano de emergência, onde se procura reunir os meios necessários para o caso de ser preciso transportar água desde o Azibo. “Ainda não concluímos o plano de emergência, porque ainda não finalizámos o processo de identificação do transporte para a última fase do plano de emergência. Estão já inventariados camiões cisterna de todo o distrito, também os de Viseu e Vila Real, e foi solicitado ao Exército a relação dos meios disponíveis. Aguardamos resposta a esse nível e ainda estamos a identificar meios de corporações de bombeiros de distritos mais afastados. Num cenário 6, teremos consumos mínimos na ordem dos 7500 metros cúbicos e precisamos de garantir meios para fazer esse transporte”, sublinhou, garantindo que só o distrito de Bragança tem mais meios disponíveis que os de Vila Real e Viseu juntos.
Escrito por Brigantia (CIR)

Diario da Peregrinação - Dia 4

Dia 4- cruzamento da Mêda- Celorico da Beira


Partida - 7h45 ( Cruzamento da Mêda )

Pequeno almoço- 9 h (cruzamento de Cótimos)

Saida- 9h25

Parada para Almoço - 12h10 (Quinta do cabeço/ Trancoso))

Partida- 14h00

Chegada - 17h52 (Celorico da Beira)

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros de Celorico da Beira)

Dormida - ( Quartel dos Bombeiros de Celorico da Beira )

Diário: Continuamos a nossa peregrinação, umas vezes com maior esforço outra vez com menos mas a boa disposição nunca nos abandona. Muitas “peripécias” para contar, umas de morrer a rir outras nem por isso, mas com a ajuda e a coragem de todos vós e a de Nossa Senhora de Fátima vamos caminhando, cada dia que passa com mais saudades vossas, principalmente daqueles a quem as nossas preces vão dirigidas. Fica aqui uma Oração que todos os dias rezamos antes de iniciarmos a nossa caminhada “ Ò SENHORA MINHA, Ó MINHA MÃE NÓS NOS OFERECEMOS TODOS A VÓS, EM PROL DA NOSSA DEVOÇÃO PARA CONVOSCO VOS CONSAGRAMOS NESTE DIA E PARA SEMPRE OS NOSSOS OLHOS OS NOSSOS OUVIDOS OS NOSSO S CORAÇÕES INTEIRAMENTE TODO O NOSSO SER. E PORQUE ASSIM SOMOS VOSSOS NOSSA IMCOMPARÁVEL MÃE, GUARDAI-NOS E DEFENDEI-NOS COMO COISA PROPRIEDADE VOSSA. LEMBRAIVOS QUE VOS PERTENCEMOS ETERNA MÃE SENHORA NOSSA GUARDAI-NOS E DEFENDEI-NOS COMO COISA PROPRIEDADE VOSSA”. Agradecemos aos administradores do nosso BLOG por lá postarem as nossas aventuras “e que aventuras……))))))))))

Um FORTE ABRAÇO A TODOS AQUELES QUE ESTÃO A TORCER MUITO POR NÓS E PARA AQUELES QUE TORCEM MENOS.

Filomena, Isaque, Pendura, Múrias e Zé Luis o brilhante motorista que com a sua grafonola nos anima cada vez que por nós passa, Cátia a super enfermeira que tem magia nas suas mãos (e eu que o diga) e a nossa irmã Sónia Baptist.
PS: Não é freira. É mesmo a irmã do Isaque e do Pendura, mas por afinidade também já é nossa.


Dia 4- Partida às 7h30 - Celorico da Beira






segunda-feira, 7 de maio de 2012

Diário da Peregrinação Dia 3

Dia 3-Cruzamento de Torrre de Moncorvo - cruzamento da Mêda


Partida - 8h (Grijo)

Pequeno almoço- 9h45 (Pocinho)

Saida- 10h10

Parada para Almoço - 12h20 (Muxagata)

Partida- 14h00 (Muxagata)

Chegada - 17h30h (Cruzamento da Mêda)

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros da Mêda)

Dormida - (Quartel dos Bombeiros da Mêda)

3-05-2012


Outro dia chuvoso, duro mas sem nunca perdermos a coragem que nos caracteriza. Fomos principescamente recebidos. Um banho quente e uma canjinha oferecida pela Senhora que desempenha as funções que quarteleira naquele quartel. Fica aqui o nosso muito obrigado.


Dia 4- Partida às 7h - do Cruzamento da Mêda




quinta-feira, 3 de maio de 2012

Já morreram 166 pessoas na estrada desde o início do ano

Cento e sessenta e seis pessoas morreram nas estradas portuguesas desde o início do ano, menos 55 do que em igual período de 2011, em que se registaram 221 vítimas, informou hoje a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Segundo a mesma fonte, entre 1 de Janeiro e 30 de Abril de 2012, o período analisado, foram contabilizados 601 feridos graves, contra 720 no ano passado.

Os dados recolhidos pela PSPe pela GNR indicam que o número de feridos ligeiros se fixou em 10.643, menos 1.957 do que no mesmo período de 2011.

De acordo com os números da ANSR, entre 22 e 30 de Abril morreram nove pessoas, todas registadas pela GNR, e foram contabilizados 40 feridos graves, 29 pela GNR e 11 pela PSP.

A ANSR revela igualmente que 634 pessoas morreram na estrada no último ano, de 1 de Maio de 2011 a 30 de Abril de 2012, menos 125 do que no período homólogo anterior.

A autoridade especifica que esta informação estatística, elaborada com base nos mapas de acidentes e de vítimas referentes ao continente e enviados diariamente pelas entidades fiscalizadoras, tem um carácter provisório.

Segundo a ANSR, o conceito de “morto ou vítima mortal” utilizado neste âmbito abrange apenas as vítimas cujo óbito ocorreu no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde.
Fonte:Publico

Diário da Peregrinação Dia 2

Dia 2- Grijó- Cruzamento de Torrre de Moncorvo

Partida - 8h (Grijó)

Pequeno almoço- 9h (Burga- cruzamento de Sambade)

Saida- 10h12

Paragem para Almoço - 13h30 (Assares- almoço em Lodões)

Partida- 15h08 (Assares)

Chegada - 19h (Cruzamento de Torrre de Moncorvo)

Jantar-21h (Quartel dos Bombeiros Torrre de Moncorvo)

Dormida - Quartel dos Bombeiros Torrre de Moncorvo

Mais um dia da paregrinação, muito ventoso e muito chuvoso. Mas sempre com a coragem e a determinação que nos caracteriza, nunca desistir. Os nossos corações vão cheios de orgulho e de força ao pensar os Bombeiros de Bragança estão connosco e sobretudo a torcer por nós. Hoje, 2 de maio, ficamos no quartel dos bombeiro de torre de Moncorvo. Mais uma vez muito bem recebidos.

Para o Dia 3 prevêmos Partida às 7h00 do Cruzamento de Torrre de Moncorvo.